Apesar dos blocos de concreto colocados no meio da pista, a cerca de 100 metros de cada cabeceira da ponte, há veículos passando pelo local. Além de motos e carroças, na sexta-feira o JC flagrou carros passando pela ponte através de uma alça de acesso pela lateral, aberta irregularmente.
No dia anterior, a Secretaria de Obras havia constatado que um dos tubulões de concreto havia sido afastado, o que permitia a passagem de veículos. De acordo com Antônio Carlos Duarte, titular da pasta, os tubulões foram recolocados no local.
Procurado pelo JC ontem, ele desconhecia que havia sido aberta uma alça de acesso pelo barranco. â€œÉ um perigo passar pelo barranco. Vamos ter que colocar obstáculos também na lateralâ€, promete.
O aposentado Romildo de Castro, que mora no Núcleo Mary Dota, alerta para o risco da travessia. “Os veículos podem comprometer ainda mais a ponte e é dinheiro do público que foi utilizado, é dinheiro nossoâ€, frisa.
Ao ver veículos passando pela ponte na quinta-feira à tarde, ele chegou a cobrar uma atitude de um funcionário da Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural (Emdurb) que estava no local, que não tomou providências. “Ele (o funcionário) deixou passar. Eu cobrei um exemplo da Emdurb e não fizeram nadaâ€, frisa.
Na sexta-feira, a reportagem confirmou que alguns veículos ainda estavam utilizando a alça de acesso à ponte. Uma carroça, inclusive, tombou no local. “Se é para interditar, tem que interditar. Se a ponte cair, é o povo quem vai pagarâ€, reclama Castro.