09 de julho de 2026
Regional

Atendimento no HC-FMB bate recorde

Da Redação
| Tempo de leitura: 4 min

Botucatu - O Hospital das Clínicas (HC) da Faculdade de Medicina da Unesp de Botucatu (FMB) apresentou, em 2002, um aumento de atividade em todos os seus setores. As consultas realizadas nos diversos ambulatórios saltaram de uma média mensal de 31.556 em 2001, para 34.550 em 2002, o que representa um crescimento de quase 10%. O crescimento aparece no balanço divulgado na última semana pela diretoria da faculdade.

Da mesma forma, as cirurgias aumentaram em 9,8%; as cirurgias ambulatoriais cresceram 12,13%; as internações tiveram um incremento de 9,73% e as altas foram, em média, 9,5% superiores ao ano de 2001. Em 2002, foi registrada uma média de 103 partos a cada mês.

Em números absolutos, o Centro Cirúrgico do HC realizou, em 2002, 7.044 operações, sendo 2.505 em situações de urgência e emergência - um volume 8,6% superior àquele anotado em 2001.

Os crescimentos mais expressivos foram registrados na realização de sessões de quimioterapia (média 25,65% superior a 2001) e de hemodiálise, com uma média mensal de 1.106 atendimentos, ou seja 15,56% a mais do que no ano anterior.

Outro fato é significativo: em 2002, foram abertos, em média, 1.735 novos prontuários por mês, um nível superior em 14,67% ao registrado no ano anterior, o que demonstra que o hospital está, cada vez mais, ampliando a sua base de atendimentos.

Aumentos notáveis ocorreram também nas estatísticas dos exames laboratoriais (+ 4,26%), radiológicos (+15,26%), de ultrassonografia (+14,4%), de tomografia (+ 9,09%) e de ressonância magnética (+4,08%). Em números globais, esses exames ultrapassaram, em 2002, a mais de um milhão de procedimentos.

A média de internação dos pacientes durante o ano de 2002 foi de sete dias e a maior taxa de ocupação dos leitos do HC foi de 93,29%, registrada no mês de abril. Isso, segundo a diretoria, implicou em um grande empenho profissional dos 1.312 servidores do hospital que teve, em sua cozinha central, uma produção de 86.040 refeições por mês, ou mais de um milhão de refeições em todo o ano.

De acordo com a diretoria do hospital, investimentos foram realizados em várias áreas do HC e que permitiram a ampliação e a melhoria de qualidade dos serviços prestados à população. Foram instalados equipamentos para implantação do Banco de Olhos, iniciadas as providências para viabilizar os transplantes hepáticos e a execução de cirurgias da obesidade mórbida.

Foram também aplicados R$ 1,3 milhão para aquisição de equipamentos para diálise, cirurgia da próstata, humanização do parto e para a neurocirurgia. Foi iniciado o reequipamento do centro cirúrgico, com a aquisição de novos carros anestésicos e outros aparelhos. Foi realizada a reforma das enfermarias de clínica médica, de neurologia, de pediatria, de ginecologia, de dermatologia, dos ambulatórios e do Laboratório de Histologia.

Ocorreu ainda a aquisição de equipamentos para as áreas de hemodinâmica, de ultra-som, da endoscopia urológica e do Raio-X convencional.

O Serviço Social atendeu, em média, cerca de 5 mil casos por mês, dando suporte aos pacientes e suas famílias, tanto nos ambulatórios, como nas enfermarias ou em visitas domiciliares. Para aperfeiçoamento do atendimento ao público foi implantado o serviço de Ouvidoria.

Também em 2002 foram celebrados convênios com seis novas instituições de assistência médica, resultando daí o acréscimo de dez leitos novos à enfermaria de convênios.

Para diretora, é a consolidação da faculdade

O ano de 2002 marcou a consolidação do perfil da Faculdade de Medicina da Unesp de Botucatu como uma escola formadora de profissionais com uma visão ampla e integrada da área de saúde, diz a professora Marilza Vieira Cunha Rudge, diretora da instituição e que destaca a importância dos serviços prestados à comunidade como parte integrante do trabalho de formação de novos médicos e enfermeiros.

A expansão das nossas atividades de extensão, diz acrescenta a diretora, foi marcada pela abertura do Hospital Estadual de Bauru, pela consolidação do serviço de atendimento a parturientes de baixo risco no Hospital Regional Sorocabano, e pelo incremento de atividades no HC e no Centro de Saúde Escola. “Com isso, chegamos a um novo patamar na assistência à saúde da população”.

Hoje, segundo a professora marilza, pode-se dizer que a FMB tem seus serviços estendidos a um contingente de mais de um milhão e meio de habitantes (área das DIRs 10 e 11), em cerca de 70 municípios de uma região onde se localizam muitas comunidades carentes.

De acordo com a diretora, esse salto quantitativo foi acompanhado, em 2002, por duas outras importantes ações: a realização de investimentos significativos nas áreas de ensino e pesquisa, de forma a garantir não só melhor atendimento ao público, mas também a transmissão eficiente de conhecimentos técnicos atualizados aos nossos alunos; e a implementação de um grande esforço de melhoria no sistemas de gestão, pela valorização de recursos humanos e pela modernização de processos gerenciais.

De acordo com Marilza, pode-se garantir que a FMB chega a 2003 em condição ímpar como formadora de profissionais para a medicina. “Ela realiza, fora dos grandes centros, um atendimento de saúde de características metropolitanas proporcionando, com isso, aos seus alunos e docentes, o exercício de um trabalho de saúde pública de alta complexidade e de profundo caráter social e humanístico”.