Assentada a poeira da vitória, está na hora do novo comando brasileiro - presidente e ministros - raciocinarem antes de falar ou tomar medidas. Em curto espaço de tempo; alguns voltaram atrás sobre posições que tomaram dias antes. A médio prazo serão alvo de piadas e de total descrédito. A proposta de fome zero já era de Jesus Cristo e é maravilhosa. Porém, é necessário cuidado ao divulgá-la.
Muitas pessoas, injustamente, trabalham ganhando salários baixíssimos, que mal atendem sua necessidades de alimentação. Fácil concluir que sua parte intelectual, de há muito tempo está corroída. Daí eles concluírem que não precisarão do emprego, pois a comida virá de graça, será um passo (mesmo que se dê o peixe, é mais louvável que se dê condições de pescar). É imperioso que a responsabilidade seja a base de qualquer governo. Aos poderosos - nacionais e “estrangeiros†- interessa que continuemos como terceiro mundo. Todos sabem de nosso potencial e do patamar que o Brasil atingirá se bem comandado; não lhes interessa nossa evolução. Quando será que neste país teremos preocupação com o aumento populacional.
180 milhões são muitos habitantes (éramos 60 milhões na copa de 70). Não temos estrutura para atender a tantos. Qual família da classe média tem, atualmente, mais de dois filhos? Pessoas desse nível social têm capacidade de raciocínio e sabem que não teriam meios de educar número maior de dependentes. Os pobres e miseráveis (coitados!!!) devem ser concientizados a respeito, caso contrário não sairão debaixo dos viadutos, mesmo estando com a barriga cheia.
Contrariando uma colocação do brilhante e sincero sindicalista que se manifestou nesta coluna no último domingo, registro: patrão não é vilão. Neste país, quem gera grande parcela da receita circulante é a iniciativa privada, inclusive pagando excessivos tributos. Se esse raciocínio antigo perdurar, continuaremos, eternamente, a ser o país do futuro.(José Pedro Macea)