A circulação de trens da Novoeste do Brasil foi retomada ontem após a construção de um desvio para uma linha paralela, que estava desativada. A medida afasta, por hora, o risco de desabastecimento de combustível em Mato Grosso do Sul.
O desvio é uma obra emergencial e só deve ser usado até que a empresa conclua a reconstrução da linha principal, que foi “engolida†por uma erosão no Jardim da Grama.
O conserto da linha já começou, mas segundo a assessoria de imprensa da Novoeste não tem previsão para ser concluído.
O buraco aberto pela erosão está sendo preenchido com pedras. Mas o serviço só deve ser feito no espaço que interessa a empresa. O restante da erosão - de proporções gigantescas - ficará sob as responsabilidades do poder público municipal.
Sob as duas linhas - a principal e a paralela - já foi feito um calçamento com concreto. A medida visa evitar que a água da chuva, despejada sob os trilhos, tragam ainda mais prejuízos para a empresa.
Segundo informações de moradores e de um agente de segurança, contratado pela Novoeste para “tomar conta†da máquina que está trabalhando no local, o primeiro trem a usar a linha paralela passou no início da madrugada.
De manhã, por volta das 7h30 e às 10h, outras duas composições passaram pelo local. Pelo formato dos vagões, eles acreditam que os trens estavam carregados de combustíveis.
Até ontem à tarde, a assessoria de imprensa da Novoeste ainda não tinha a informação de que o tráfego havia voltado ao normal.
Por causa da interdição, feita na sexta-feira, às 16h, o escoamento de grãos e o transporte de combustíveis para o Mato Grosso do Sul foram prejudicados.
A linha da Brasil Ferrovias (empresa que administra a malha ferroviária da Novoeste) é o único caminho férreo utilizado para levar combustível de Paulínia (SP) até Campo Grande (MS). A linha é usada também para o transporte de grãos para o porto de Santos.
Em entrevista ao Jornal da Cidade, anteontem, João Gouveia Ferrão Neto, diretor de operações da Brasil Ferrovias, disse que técnicos da empresa estão estudando uma alternativa para normalizar o transporte férreo na cidade.
Segundo ele, uma empresa estaria fazendo o levantamento topográfico do local para saber da viabilidade de se mudar a linha de lugar, evitando assim novos riscos com a erosão.
O diretor não soube estimar por quanto tempo será o desvio provisório.