09 de julho de 2026
Ciências

ScienceNet: entre melhores do mundo

Da Redação
| Tempo de leitura: 4 min

O projeto ScienceNet de Ciência e Cidadania, uma parceria entre a USC e o Hospital Centrinho/USP, foi selecionado entre os 30 melhores sites de ciência internet mundial e entre os sete melhores do Brasil. A pesquisa foi realizada pelo jornal “Folha de S. Paulo” durante o ano de 2002 e levou em conta os quesitos visitação, informação e utilidade.

O levantamento foi elaborado para o Guia da Internet de 2002, que traz os mil melhores sites do mundo em diferentes áreas.

Pioneiro na internet brasileira, o projeto obteve reconhecimento nacional e internacional, pela Unesco, e representou o Brasil em duas das três conferências mundiais do segmento jornalismo científico. A página da ScienceNet tem parceria institucional com a Kaizen Netprovider/UOL.

Entre as atividades desenvolvidas em 2002, a principal foi a transmissão ao vivo e exclusiva, com apoio da TVUSC, Kaizen e Jornal da Cidade, da III Conferência Mundial de Jornalistas Científicos que aconteceu de 24 a 27 de novembro em São José dos Campos (SP).

Promovida pela Associação Brasileira de Jornalismo Científico (ABJC), a conferência reuniu 350 participantes de 26 países.

Passaram por lá 40 conferencistas nacionais e 20 estrangeiros que deixaram um consenso: a qualidade crítica do jornalismo científico brasileiro ficou reconhecida no cenário mundial da imprensa científica.

A cobertura foi elogiada pela organização da conferência e revelou não apenas a capacidade jornalística, mas também a tecnológica do país, muitas vezes subestimada.

“Foi um trabalho de equipe. Inovador e desafiador ao mesmo tempo, que possibilitou às pessoas do mundo acompanharem de seus próprios países um evento deste porte, em tempo real”, diz o jornalista Luís Victorelli, coordenador da ScienceNet.

Como foi a caso do jornalista James Cornell, presidente da International Science Writers Association (USA) que surpreendeu-se com a qualidade da transmissão. Ligou para a família nos Estados Unidos, que pôde assisti-lo no mesmo instante. Jornalistas e pesquisadores de diferentes países também acessaram o site. â€œÉ gratificante ver os resultados gerados pela transmissão, que só foi possível graças a uma equipe de profissionais com alto grau de conhecimento técnico e profundo envolvimento emocional com a proposta”, diz Victorelli.

A equipe de Bauru contou com suporte técnico do setor de informática da Universidade do Sagrado Coração (USC), Universidade do Vale do Paraíba e da TV Univap.

O projeto ScienceNet, através do jornalista Luís Victorelli, participou de mesa-redonda ao lado de Istivan Palugyai, vice-presidente da União Européia das Associações de Jornalistas Científicos; Gabriel Priolli, presidente da Associação Brasileira de TVs Universitárias; André Motta Lima, da TVE/UFRJ e Sérgio Brandão, editor do Programa Ver Ciência/TV Cultura, para discutir “Comunicação Científica na TV: da Universitária às Grandes Redes”. Foi uma das mais concorridas do evento e demonstrou o interesse cada vez forte pelos meios eletrônicos de comunicação. O endereço do site é www.sciencenet.com.br

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Federação mundial

Foi criada no Brasil a Federação Mundial de Jornalistas Científicos. O novo órgão internacional nasceu com o objetivo de enfrentar os desafios da comunicação deste século, promover nova cultura da ação jornalística na área de ciência e fomentar o desenvolvimento humano. A idéia da criação da entidade foi lançada em 1999 em Budapeste e oficializada durante a III Conferência Mundial de Jornalistas Científicos.

A jornalista canadense Veronique Morin assumirá a presidência. Entre as primeiras ações propostas estão a implementação de redes de informação, criação de associações da categoria e a qualificação e especialização de jornalistas científicos, especialmente nos chamados países emergentes.

A nacionalidade da presidenta facilitou a escolha do país sede do próximo encontro mundial: o Canadá. O tema central deverá reforçar o reconhecimento internacional da divulgação científica. A previsão é que aconteça no mês de setembro de 2004 em Montreal.

“Cobrir ciência não é apenas reproduzir textos científicos com precisão. É um ato político e de importância social”, lembra a jornalista Fabíola de Oliveira, coordenadora executiva da conferência e uma das principais responsáveis por trazer o evento ao Brasil. Fabíola ressalta a necessidade da visão crítica na prática jornalística.

Ulisses Capozoli, presidente da entidade, justifica os investimentos em divulgação como um bem coletivo. “As descobertas da ciência carregam uma perspectiva de humanização muito grande. Por isso precisamos levá-las ao alcance das pessoas”. Um exemplo disso foi a transmissão online da conferência.