07 de julho de 2026
Entrelinhas

Entrelinha


| Tempo de leitura: 3 min

• Indeciso

O vereador Osvaldo Paquito (PPS) está indeciso se vai enfrentar até o fim a CEI das compras e até uma possível Comissão Processante que poderá lhe cassar o mandato. Pelo menos é o que tem comentado com colegas. Paquito até estaria disposto a enfrentar o desgaste. O problema é que o desconforto vai atingir outros vereadores.

• Pressão

Além das denúncias de irregularidades em compras e serviços, a situação de Paquito levou o Poder Legislativo ainda mais para a beira do abismo. Os parlamentares são cobrados em todos os lugares que freqüentam. A população quer providências e resultados práticos, sem demagogias ou faz-de-conta.

• Outros lados

Diante desse quadro, um grupo de vereadores está disposto a tentar convencer Paquito a deixar o mandato. Porém, não é só de Paquito que deve viver a CEI das compras. Paquito é a bola da vez, mas esse “polvo” tem outros tentáculos venenosos, muitos outros, que devem vir à tona.

• Águas de verão

Vereadores da oposição e não-alinhados comentam, cheios de ironia, que a mesma ponte que fez a diferença na eleição de Nilson, poderá levá-lo rio abaixo. O prefeito poderá ter uma prova de fogo logo no reinício das atividades da Câmara. Ontem, o assunto na Casa foi uma possível CEI da ponte.

• Carrijo furioso

O presidente da executiva do PSDB, Ricardo Carrijo, está furioso com a coluna por ter sido chamado de corintiano. Ele ligou ontem logo cedo, por volta das 6h30, assim que o entregador do JC levou seu exemplar, para corrigir o que classifica de “grave inverdade” publicada na edição de ontem. “Não sou corintiano, não, sou santista roxo, igual ao Carlos Ladeira”, alardeou.

• Mais santistas

A referência na Entrelinha lhe valeu inúmeros telefonemas de amigos, que queriam saber se Carrijo havia mesmo trocado de time. “Sou santista até a morte”, garante. E agora surgem santistas de todo lado. O tucano Marcelo Borges diz que também é santista, “igual ao Moussa Tobias”, se gaba. Já Pedro Tobias é corintiano.

• Fim de prazo

O Escritório Regional de Planejamento do Estado (Erplan) comunicou ao deputado Pedro Tobias que a Prefeitura de Bauru tem até a próxima sexta para prestar contas de eventuais gastos com pavimentação no Parque Jaraguá. O Estado depositou R$ 150 mil para esse fim, mas o tema está pendente há praticamente dois anos. Se não prestar contas, o Município perde os R$ 150 mil restantes.

• Crítica

Tobias considera a situação absurda. “O prefeito precisa governar planejando suas obras. Não podemos nos dar ao luxo de perder R$ 300 mil pela falta de cumprimento da lei que é o de prestar contas do repasse. Não adianta pedir dinheiro para asfalto em outros setores da cidade se não consegue gastar nem o que já está em conta”, critica.

• Sem resposta

A Prefeitura não se manifestou sobre o tema ontem, embora a assessoria de imprensa tenha sido consultada. Por sinal, a resposta poderia vir junto da informação sobre a não utilização de outros R$ 150 mil para construir um ginásio de esportes no Mary Dota. A verba está no orçamento federal desde o início de 2002.