• TREINO É TREINO ...
A Agência Futebol Interior diz que o Noroeste começou mal sua preparação para disputar a Série A-3, perdendo amistoso para timinho do Paraná. Não é bem assim. Para início de conversa, o União Bandeirantes é da Primeira Divisão (PR) e o Norusca da Terceira (SP). Anos atrás poderia se afirmar que um time paulista da Terceirona era melhor do que um da Primeirona de Santa Catarina, Goiás ou mesmo do Paraná. Agora, a realidade é outra. O futebol paulista é mais rico, organizado, tem mais clubes do que o Campeonato Paranaense, mas em termos técnicos quase não há diferença. O futebol brasileiro está nivelado por baixo - São Caetano, Juventude, Criciúma, Asa de Arapiraca e Brasiliense são exemplos bem recentes. No amistoso de domingo, em Bariri, venceu o melhor. O lateral Toni, do União, joga em qualquer equipe do País. O time norte-paranaense tem outros bons jogadores como o meia Bira e o atacante Jabá, aquele mesmo que tomou o cartão amarelo (injustamente) por fazer firulas com a bola diante de um santista. Mas o Noroeste teve algumas falhas de posicionamento e no setor defensivo ninguém se salvou. Mas como foi o primeiro teste e a equipe não havia feito um coletivo sequer, vamos dar um voto de confiança a Vítor Hugo e sua turma. Afinal, treino é treino e jogo é jogo. A zaga titular, Orlando e Cláudio, não esteve em ação, assim como o atacante Giba. A propósito, o Noroeste precisa ter matadorzão, porque a dupla Giba e Neto, pelo menos para mim, é uma incógnita.
• SAIONARÁ
Arce está deixando o Palmeiras para jogar no Gamba Osaka, do Japão, ex-time de Marcelinho Carioca. Uma pena, porque o paraguaio era o melhor jogador do Alviverde e talvez o melhor lateral-direito do planeta. Mas a proposta do time japonês foi irrecusável e preencheu todas as necessidades de Arce para uma transferência. Para se desligar foi necessário pagar uma multa rescisória ao Palmeiras.
• MOMENTO RUIM
O quase falido futebol do Rio abriou a temporada no fim de semana com fortes baixas. Romário, a estrela veteraníssima do Fluminense, machucou-se no aquecimento, e não estreou; Marcelinho, a estrela veterana do Vasco, só agüentou 20 minutos de jogo e saiu machucado; Lopes, a “grande†contratação do Flamengo ainda não conseguiu superar seus problemas físicos para estrear. O Campeonato Carioca deste ano, pobre em estrelas, promete pouco para o torcedor.
• TRIO DA NOITADA
A indisciplina fora do campo, de alguns jogadores, foi o tema dominante do programa “Terceiro Tempoâ€, da TV Record. Na minha opinião, o Atlético Mineiro não deve punir o goleiro Eduardo e os laterais Cicinho e Marquinhos, que se envolveram em um incidente, em Belo Horizonte. Os atletas estavam de folga e devem se responsabilizar por seus atos. A diretoria não tem nada que entrar neste mérito, que é da esfera policial. Eduardo é o “protagonista†da “balada†na madrugada de domingo: ele foi acusado de agredir uma mulher.
• MEMÓRIA
Campeonato Paulista de 1978: Noroeste 1 x XV de Jaú 0, gol de Jairzinho. Local: Estádio Alfredo de Castilho. Árbitro: Roberto Nunes Morgado. Público pagante: 10.120 (uma quarta-feira à noite). Noroeste: João Marcos; Borges, Dedê, Nenê e Mauricinho; Ednaldo, Mococa (Rodrigues) e Carlos Roberto (Amadeo); Bugre, Jairzinho e Macedo. Técnico: João Leal Neto. XV de Jaú: Marola; Benazzi, Marco Antônio, Nilson Andrade e Donizete; Sabará, Roberval (Serginho) e Paulinho; Frazão, Marcão e Paulo Moisés. Técnico: Cilinho.
• NOVA FASE
Conheci as novas instalações da Liga Bauruense de Futebol Amador, totalmente informatizada. O presidente da entidade, Milton Martins, exagerou em matéria de aconchego e luxo. Uma mansão com dez cômodos, churrasqueira e até lareira. Para os dois principais departamentos, Elias Janeiro dirige a arbitragem e Hermes Ferro é o diretor do departamento técnico. O próximo reforço poderá ser Ubiratan Silva. O dr. Milton promete um campeonato espetacular esse ano, com mais de 20 clubes.
• SAUDADE
O jornalista Oldemário Touguinhó faleceu ontem em consequência de uma parada cardiorrespiratória. Oldemário, que tinha 68 anos, morre exatamente 20 anos depois de outro nome que marcou o futebol bradileiro: Garrincha. A carreira de Oldemário foi feita toda no Jornal do Brasil, pois ele estava neste veículo desde 1960. São 41 anos de dedicação para o JB, em que ele se destacou como um dos mais influentes e importantes repórteres da crônica esportiva do Rio de Janeiro. Cobriu dez Copas do Mundo, sendo que de 1962 a 1998, Oldemário estava lá trazendo as novidades do escrete brasileiro. Cobriu duas Olimpíadas.