10 de julho de 2026
Política

Estado vai instalar fábrica em Bauru

Nélson Gonçalves
| Tempo de leitura: 3 min

O governo do Estado de São Paulo aprovou o projeto de instalação de uma fábrica de remédios em Bauru. A informação foi dada ontem à tarde pelo deputado estadual Pedro Tobias (PSDB) durante coletiva à imprensa.

Segundo ele, o projeto aprovado pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB) prevê a criação na cidade de uma unidade da Fundação Estadual para o Remédio Popular (Furp) para a produção de produtos anti-sépticos (desinfetantes).

Tobias conta que a unidade regional da Furp será a terceira em todo o Estado. “Hoje temos uma fábrica de remédios populares produzidos pelo próprio Estado em Guarulhos e uma fábrica no município de Américo Brasiliense que já está com a licitação em andamento. O governador deu o aval para o projeto da terceira unidade em Bauru. Agora vamos acompanhar a tramitação do projeto e aguardar a vinda do governador a Bauru para anunciar a unidade”, diz.

Segundo o deputado, Alckmin aprovou o projeto que contempla a viabilidade econômico-financeira para uma linha de itens relacionados a anti-sépticos (produtos formados por substâncias capazes de impedir a proliferação de micróbios ou microorganismos através da destruição destes).

O estudo para a unidade Furp III prevê a produção de 12.500 frascos/dia de hipoclorito de sódio 1%. O projeto contempla uma fábrica de turno único de oito horas diárias com capacidade para oferecer unidades de 1.000 ml cada de anti-sépticos.

Custo da unidade

O custo da implantação foi estimado em R$ 1,450 milhão pelo Estado. No caso de Bauru, o valor final do investimento é menor que os demais em função da existência de prédio próprio.

“Nas outras unidades, o Estado teve que construir o prédio. Aqui conseguimos a cessão de uma área onde está instalada a Fundação para o Estudo e Tratamento das Deformidades Crânio-Faciais (Funcraf)”, adianta o deputado.

A área está localizada no Distrito Industrial II, às margens da rodovia Bauru-Jaú (SP 225), nas proximidades do trevo que dá acesso à saída para Jaú. Esta área foi doada pelo Município à Funcraf há cerca de dois anos.

O projeto menciona R$ 200 mil para obras de adaptação das instalações e R$ 315 mil para implantar o sistema de produção e distribuição de água deionizada, ar comprimido e parte elétrica.

A parte de manipulação conta com dez contentores de 1.000 litros, dois tanques de preparação de produtos de 3.000 litros cada, dois agitadores, duas bombas, dois reservatórios de armazenamento e uma balança. Essa estrutura foi orçada em mais R$ 40 mil.

O segmento de enchimento e embalagem da fábrica (com máquina enchedora, rosqueadeira e rotuladeira) custará mais R$ 85 mil. Os itens e setores complementares da unidade (almoxarifado, empilhadeira, acessórios, etc.) estão previstos em R$ 807 mil.

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O projeto

A unidade Furp III está projetada para gerar 21 empregos diretos e ampliar o estoque de fornecimento de anti-sépticos utilizados principalmente pelas unidades de saúde hospitalar.

Conforme o projeto apresentado por Pedro Tobias, a fábrica de Bauru contará com 11 operadores de produção, dos quais quatro especializados, um auxiliar de limpeza, um auxiliar administrativo, um chefe de produção, dois analistas de laboratório, três operadores de manutenção mecânica e elétrica, um almoxarife e um gerente.

O estudo apresenta que a unidade da Furp em funcionamento produz aquém da demanda de produtos como o hipoclorito de sódio 1% (usado para clorar a água por exemplo), o hipoclorito para lactários, o hipoclorito de sódio 2,5%, álcool 70%, glutaraldeído 2%, quaternários de amônio e detergente.

Outros constam entre os que devem integrar as novas unidades, sobretudo os produtos usados em centros cirúrgicos como o iodopovidona aquoso e alcoólico, a solução anti-séptica com clorexidina 0,2% e água oxigenada.