Nas últimas três reuniões, o Conseg Sudeste tem discutido problemas resultantes da proximidade de bares de escolas. Jacqueline Didier, presidente do órgão, afirma que a proposta não é impedir o funcionamento de bares, mas sim estabelecer regras para que não prejudiquem o ensino.
Ela é favorável à exigência de uma distância mínima de 100 metros entre o bar e a escola. “Muitas cidades da Grande São Paulo já adoram a distância mínimaâ€, conta. Inês Ferreira, membro do Conseg, frisa que diretores de escola têm relatado casos de alunos do período noturno que vão para o bar na hora do intervalo e voltam alterados ou não retornam para a aula.
O tenente Flávio Jun Kitazume, comandante da Base Comunitária Sudeste da Polícia Militar, lembra que existem bares funcionando sem alvará. “No ano passado pedimos a fiscalização e quatro bares problemáticos, onde ocorriam brigas com freqüência nos finais de semana, foram fechadosâ€, conta.
Ismael Martins Borges, presidente da Associação de Moradores do Núcleo Geisel e membro do Conseg, defende a delimitação de distância entre o bar e a escola. â€œÉ um problema que os diretores de escola têm trazido ao Conseg com freqüênciaâ€, ressalta.
No ano passado, quando o vereador Rodrigo Agostinho estava iniciando a discussão sobre o assunto, o capitão Wellington Luiz Dorian Venezian, comandante da 3.ª Cia da PM, lembrou que estatísticas mostram que a incidência de crimes e inclusive mortes em bares ou nas proximidades é alta.