10 de julho de 2026
Geral

Passe-integração em Bauru vai ter cartão recarregável

Ieda Rodrigues
| Tempo de leitura: 3 min

A partir da implantação do passe-integração em Bauru, prevista para o próximo ano, ao invés de tíquete de papel, o usuário poderá pagar o ônibus coletivo usando um cartão eletrônico com chip, semelhante aos utilizados pelos bancos.

A Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural de Bauru (Emdurb), que coordena a implantação do passe-integração, quer adotar a tecnologia mais avançada do mercado para o setor, afirma Edmilson Queiroz Dias, presidente da empresa.

De acordo com ele, serão colocados à venda cartãos com número de créditos diferentes, a exemplo do adotado pelas empresas de telefonia. “O cartão será recarregável. Quando os créditos acabarem, o usuário o recarrega com quantos créditos quiser”, explica.

O cartão, frisa Dias, permitirá ao usuário descer de um ônibus e pegar outro, desde que faça parte das linhas integradas, pagando uma única passagem. Para cobrar a passagem, o cobrador vai posicionar o cartão na frente da máquina leitora. “Através de leitura ótica, será debitado um crédito do cartão”, explica.

O cartão terá foto e RG do usuário e poderá ser cancelado em caso de perda ou extravio, frisa Dias. As tecnologias disponíveis para fazer a bilhetagem eletrônica foram demonstradas ontem à Emdurb e às empresas de ônibus que operam em Bauru pela Oficina Consultores, uma empresa de assessoria.

Luís Fernando Di Pierro, engenheiro da Oficina Consultores, afirma que o cartão com chip é a tecnologia mais avançada na leitura de dados. â€œÉ um cartão que não precisa ser colocado em contato com a máquina leitora. São Paulo, Rio Claro, Recife e várias outras cidades já adotaram esse sistema”, diz.

Outra tecnologia possível para fazer a integração é o cartão magnético. â€œÉ um cartão que exige ser passado na máquina e ainda corre o risco de ser desmagnetizado, o que levaria o usuário a perder os créditos”, aponta. “Existem outras tecnologias também, mas o cartão com chip é o mais indicado”, diz. O presidente da Emdurb explica que o passe-integração pode ser implatado adotando um terminal de transbordo ou a bilhetagem eletrônica. “Nós decidimos pela bilhetagem eletrônica porque permite que a integração seja feita no próprio ônibus e o custo é menor uma vez que não exige prédio para o terminal”, frisa.

Agora, após escolhido a forma de bilhetagem eletrônica, a Emdurb vai encomendar os equipamentos necessários para serem instalados nos ônibus - catraca eletromecânica, validador de leitor para cartões e aparelho para transmissão de dados. â€œÉ um processo demorado porque os aparelhos são feitos sobencomenda”, conta Dias.

A estimativa da Emdurb é que a implantação do passe-integração vai custar cerca de R$ 4,5 milhões, que serão reteados entre as empresas que operam no transporte coletivo e a prefeitura. A princípio, a proposta da Emdurb era que o cartão, que custa cerca de R$ 10,00, fosse comprado pelo usuário.

No entanto, ontem à tarde, a Emdurb anunciou que o primeiro cartão de cada usuário será gratuito. Se o usuário perder ou danificar o cartão, terá que pagar pelo segundo. Apesar de adotar o sistema de cartão, os usuários poderão também pagar a passagem em dinheiro nos coletivos.