08 de julho de 2026
Articulistas

Insetos de mãos e pernas


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Os etmologistas debitam aos insetos em geral a peculiaridade de primeiros habitantes do universo, débito que decorre da pressuposição de que quando eles surgiram não havia nada no mundo. Eram somente água e terra... Apareceram, passaram a proliferar em espécie e quantidade muitas e, “assistindo” ao nascimento dos primeiros homens e mulheres, passaram a acompanhar o desenvolvimento de todos, uns beneficiando à sua maneira, outros prejudicando os povos nascentes, à sua maneira também. Faziam-no, no início dos tempos, como o fazem até hoje, porque convivem com as pessoas, invadindo suas moradias, picando sua pele e consumindo sua alimentação, surrupiando-a quando preciso... Na zona rural, danificam semeaduras, reduzem colheitas e atentam contra a economia. Em qualquer lugar, prejudicam inclusive o ar que os seres respiram. Sua presença na terra é intensíssima, não existindo um lugar sequer onde não se encontre pelo menos uma de suas espécies, seja nos lugares secos e desertos, seja nas águas dos rios, e até mesmo nas neves do Himalaia, em altitude de 7 mil metros acima do nível do mar. Na Antártica, vivem cerca de 40 espécies. Uma colossal coletividade! Supreendentemente, borboletas, traças, abelhas e besouros moram muito além do Círculo Polar Ártico à procura de flores para comer ou simplesmente sorrir... Mas, já foram localizados também em profundas cavernas subterrâneas, escondidinhos porém espertos pra valer. Seu tamanho varia bastante. Formigas, moscas e mosquitos (quem não sabe?) são pequeninos mas têm uma garra admirável, especialmente as primeiras que, pasme-se, vivem em sociedade com os homens, habitando em clubes e, então, pulando e dançando como gente grande... O escorpião e as aranhas, ainda que pertencentes a um tipo zoológico especial, alimentam-se de outros insetos, dos quais são inimigos declarados. Há aranhas que, após fecundadas, devoram enraivecidas os machos que as fecundaram. Presumivelmente não têm prazer em fazer amor para não terem filhotes, porque nascimentos de insetos devem ser doloridos e ainda não ocorrem nas donas aranhas os chamados “partos sem dor”. Uma verdade é bastante conhecida: sua picada tem efeito paralisante sobre os membros humanos e pode até provocar a morte do indivíduo, tal como a provoca o mosquito da dengue, ao qual estão guerreando no momento os governos e populações de vários países, conscientzados de que os insetos são hoje os únicos seres que disputam com o homem o domínio do mundo, a cuja existência conseguiram adaptar-se através dos tempos. O governo brasilero não se encontra à margem da grande batalha contra a dengue e está com suas baterias endereçadas aos alvos respectivos em todos os pontos do País. Algo os insetos não fazem: falar e cantar, porque não são papagaios, mas se comunicam através de substâncias químicas por eles secretadas, com as quais se comunicam entre si. E chega de segredos sobre os tais! É a nossa opinião. (O autor, N. Serra, é o jornalista responsável do JC e delegado regional da Associação Paulista de Imprensa e da Ordem dos Velhos Jornalistas do Estado)