O presidente do Sindicato dos Condutores de Veículos Rodoviários de Bauru (Sindtran), Elias Pinheiro da Silva, é contrário à adoção do cartão com chip para fazer a integração das linhas de ônibus coletivo em Bauru.
Anteontem, a Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural de Bauru (Emdurb) anunciou que vai adotar o cartão com chip, a tecnologia mais avança de bilhetagem eletrônica. Para o sindicalista, no entanto, o sistema poderá dispensar os cobradores e causar desemprego a médio prazo.
“De imediato, as empresas não poderão demitir os cobradores. Mas não temos garantia da manutenção de postos de trabalho e dos benefícios trabalhistas. Em cidades que adotaram esse sistema de cartão, os cobradores foram remanejados para as funções de agente ou monitor de bordo, mas tiveram uma redução de salário de 50%â€, diz.
Silva critica também a forma de integração defendida pela Emdurb, dentro dos ônibus e entre linhas previamente definidas. “O usuário espera a integração entre qualquer linha, não entre algumas só. Por isso defendemos que a integração seja feita no terminal de transbordoâ€, frisa.
O presidente da Emdurb, Edmilson Queiroz Dias, em matéria publicada ontem, disse que a implantação do terminal de transbordo é mais caro que a adoção do sistema de cartão para a integração dentro dos ônibus. Porém, o sindicalista acha que a prefeitura poderia utilizar espaços que estão ociosos, como a estação ferroviária, para implantar o terminal.
Silva sugere a permissão de instalação de lanchonetes e camelôs no terminal mediante a pagamento de taxa para custear a viabilização do prédio. “A Câmara de Compensação Tarifária acumula uma dívida de mais de R$ 5 milhões e o sistema não pode custear mais um investimento caro sem ter, no final, a integração completaâ€, diz.