09 de julho de 2026
Regional

Embalagens de agrotóxico irão para Jaú

Da Redação
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Jaú - Entrou em funcionamento na última segunda-feira a primeira unidade para recebimento de embalagens de agrotóxicos da região. Ela está instalada nas dependências da Cooperativa Agrícola do Jahu Ltda, na zona industrial do município e receberá recipientes de cidades como Bauru, Dois Córregos, Bocaina e Lençóis Paulista.

A instalação cumpre determinação da lei federal 9.974, de junho de 2000, que disciplina a destinação final de embalagens vazias de agrotóxicos e estabelece as responsabilidades para o agricultor, o revendedor, o fabricante e para o governo.

Segundo Eduardo Vasconcellos Romão, secretário de Agricultura e Abastecimento de Jaú, o projeto tornou-se viável por meio de uma parceria entre a recém-criada Associação das Revendas de Agrotóxicos de Jaú e Região (Arajar), o Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias (Impev) e a Prefeitura de Jaú.

A unidade, conforme Romão, tem capacidade de armazenar cerca de 9 mil toneladas, mas quando 60% de seu espaço estiver preenchido, as embalagens serão encaminhadas a uma central de processamento em Piracicaba. Lá o material será separado, compactado e encaminhado ao Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias (Inpev), onde será reciclado.

Para o prefeito João Sanzovo Neto (sem partido), que desde o início deu apoio ao projeto, “a unidade inaugurada em Jaú contribuirá para a valorização da agricultura sustentável . “Este posto vai estabelecer um equilíbrio entre a economia agrícola e a ecologia, que devem caminhar sempre juntas”, disse o prefeito.

Benefícios

Estima-se que atualmente os produtores de Jaú descartem cerca de 4 mil toneladas de embalagens por mês. Comumente, os invólucros são armazenados ou enterrados em locais inadequados e podem trazer prejuízos ambientais e à saúde pública.

Com a unidade de recebimento, esses riscos estão permanentemente afastados. Especialmente porque há uma série de requisitos, que vão desde a tríplice lavagem das embalagens pelos produtores rurais ao transporte adequado do material para os postos receptores.

A carga de embalagens recebida será verificada por profissionais treinados. A fiscalização da unidade e das indústrias de agrotóxicos será feita pela Cetesb. O Escritório de Defesa Agropecuária (EDA) vai fiscalizar os produtores e as revendas.