Além do Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotivos (IPVA), Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) e as dívidas do Natal, os materiais escolares são mais uma preocupação neste início de ano. Comerciantes estimam que os produtos sofreram alta de 10% a 15% em relação ao ano passado.
Valmir Aucielli, proprietário de uma papelaria do Centro, afirma que o papel foi o produto que mais teve alta no último ano. “Subiu bastante: de 20 a 30% na fábricaâ€, afirma.
Além de cartolinas, papéis crepom, sulfite ou cartão, os cadernos estão entre os artigos que mais pesam no bolso das famílias com filhos em idade escolar.
“Aumentou muito. Eu paguei R$ 180,00 no ano passado e R$ 240,00 neste anoâ€, reclama Geisa Bersaneti Fernandes, mãe de duas crianças em idade escolar.
Luciandréa Pereira, cujo filho está na fase pré-escolar, também assustou-se com os preços. “Estão bem acima em relação ao ano passado. Houve uma alta grande principalmente sobre papéis e canetasâ€, afirma.
É importante atentar, entretanto, para a variedade de preços de acordo com as diferentes marcas. As pesquisas podem ser responsáveis por uma economia de até 50%, em determinados casos.
Aucielli afirma que ainda não repassou os reajustes para os clientes porque fez as compras nas fábricas em setembro. “Só vou repassar quando eu repuser as mercadoriasâ€, garante.
Em outra papelaria do Centro, a alternativa encontrada para amenizar o impacto dos gastos para o consumidor foi negociar com os fornecedores e ter uma grande variedade de produtos nas prateleiras. “Os clientes estão bem mais exigentes e procurando o mais baratoâ€, diz o gerente Nilo Sérgio Alves Júnior.
Contrariando o hábito de muitos, a dica é adiantar-se nas compras para garantir tempo hábil para pesquisas de preços e para encontrar variedade. Além disso, o risco de novos reajustes diminui. “O pessoal deixa para a última hora. Isso já é típicoâ€, diz Alves Júnior.
Outra dica é percorrer lojas diferentes. Os materiais de primeira série de um colégio de Bauru (com exceção dos livros), por exemplo, podem variar de R$ 37,00 a R$ 50,00.
“Eu aproveito lapiseiras e estojos do ano anterior e também os livros do irmão mais velhoâ€, diz Geisa.
Personagens
Os personagens estampados em cadernos, lancheiras e até tubos de cola são os principais vilões dos preços altos, segundo comerciantes. “As fábricas investem em personagens, que encarecem demais o produto. Eles chegam a custar o dobroâ€, diz Aucielli.
Um tubo de cola branca de 40 mililitros que custa R$ 0,45 pode chegar a R$ 0,90 devido à estampa de um personagem na embalagem. “Não é questão de qualidadeâ€, enfatiza Aucielli.
Outro exemplo é o bloco de fichário. Em uma papelaria de Bauru, o bloco comum é vendido por R$ 3,80. O produto estampado com ursinhos de desenho animado custa R$ 6,00.
Pelo mesmo motivo, o preço de um caderno de capa dura de 200 folhas pode variar de R$ 5,90 a R$ 11,00.
Por isso, levar os filhos às compras de materiais escolares pode sair mais caro. “Quando o filho vai junto, ele exige o caderno da moda. Quando o pai e a mãe vão sozinhos, eles compram o mais baratoâ€, diz Alves Júnior.
“Eu deixo meus filhos comprarem só uma caneta e um lápis diferentes. Os demais eu compro do mais baratoâ€, conta Geisa.
O economista e delegado do Conselho Regional de Economia (Corecon) Reinaldo Cafeo afirma que a melhor opção, para quem tem condições financeiras, é pagar à vista.
Outra alternativa é parcelar em três vezes sem juros, desde que o valor à vista seja justo.
O economista desaconselha recorrer a bancos para financiar devido às taxas de juros. Ele indica apenas o financiamento da própria loja.
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Empréstimo
A Caixa Econômica Federal (CEF) está oferecendo empréstimo para as despesas do início do ano, tais como materiais escolares, matrículas, viagens de turismo, Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotivos (IPVA) e Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU).
A linha de Crédito Direto Caixa - Despesas de Início de Ano não tem uma destinação específica. Ela pode ser usada, inclusive, para outros gastos e dívidas e é disponibilizada automaticamente na conta de movimento do cliente (poupança ou conta corrente). Basta que o cliente assine o contrato.
Os interessados podem procurar o gerente de qualquer agência da instituição para definição do limite do crédito. Depois, a utilização pode ser feita no terminal eletrônico por meio de cartão magnético ou pela Internet (www.caixa.gov.br).
Os juros das linhas variam de 3,25% a 6,25% ao mês e o prazo de pagamento é de até 24 meses. O valor máximo da operação é de R$ 10 mil, com valor mínimo de R$ 25,00 para a prestação.