No próximo dia 31 é comemorado em todo o mundo o Dia da Mágica. A data foi escolhida em homenagem a Dom Bosco. Ele era um um jovem chamado João Bosco, que nasceu em Turim, Itália, em 1815, de uma família pobre mas profundamente cristã. Dom Bosco passou por várias dificuldades tendo que trabalhar ainda muito novo para custear os seus estudos. Ele gostava de lidar com crianças e jovens, aprendendo até artes de ilusionista e saltimbanco para os cativar.
Depois de muito esforço, foi ordenado padre em 1841. A partir daí, decidiu consagrar toda a sua vida ao serviço dos mais pobres e abandonados. Dom Bosco morreu em 31 de janeiro de 1888.
Mas vamos retornar à mágica, ou ilusionismo. É difícil precisar quando a mágica começou. Há indícios que desde a pré-história já existia o desejo de entreter as pessoas com a ilusão.
No Egito, em uma tumba em Beni-Jasán, datada aproximadamente de 1500 a.C. (ou seja, há mais de 2500 anos!), foram encontrados desenhos de um dos mais antigos truques, conhecido como “Os colvilhetes e as bolinhasâ€.
A história da mágica passa pela Roma e Grécia antiga, há também histórias em que exploradores viajaram para a Índia e ao Oriente e relataram casos que misturavam fantasia e realidade. Uma das histórias, famosa até hoje, é a do artista que, em praça pública, toca uma flauta e uma corda misteriosa se ergue sozinha, a cinco metros do solo. E ainda uma criança sobe por ela.
Na China, as argolas de metal foram bastante usadas na arte do ilusionismo. Sem abertura alguma, as argolas eram unidas uma a outra, porém sem nenhuma abertura nelas. Semelhantes aos atuais “Aros chinesesâ€. Coisa de mágico!
No Japão, as cores deixavam ainda mais bonitos os números de mágica. Antigos mágicos mostravam pedaços de papel de seda coloridos, que eram rasgados e unidos para depois serem transformados em lindas borboletas.
Atualmente, há mágicos famosos em todo o mundo, que guardam seus segredos e buscam novidades a cada dia. Na arte do ilusionismo, o segredo é muito importante, porque se todos começassem a revelar seus truques, tudo perderia a graça. Apesar da mágica ser uma ilusão, uma visão diferente da realidade, é uma arte que exige muita técnica, estudo, treinamento e perseverança.
“Eu queria descobrir como os mágicos faziam determinados números. Desde pequeno tinha essa curiosidade. Aí, fiquei sabendo do Clube e resolvi participar. Hoje, gosto de assistir apresentações de mágica e fico mais feliz quando penso: ah! esse eu já sei como ele fez!â€
Com essas palavras, é possível resumir um pouquinho da história de Miller Antonio Pamos Chamorro, 16 anos, que mora em Piratininga e às quartas-feiras segue a Bauru para aprender mágica.
“Eu vou desde o primeiro encontro e já avancei bastanteâ€, conta o rapaz. Muller é apaixonado por mágicas desde pequeno, mas nunca tinha tido a oportunidade de ver uma apresentação pessoalmente, só pela TV.
“Quando li no JC Criança, não perdi tempo. Agora treino em casa todos os dias, às vezes até vendo TV eu fico fazendo exercícios.†Ele é muito hábil em mágicas de manipulação, inclusive cartomagia, o que exige bastante treinamento. “Depois, eu vou para a frente do espelho e fico treinando.†O espelho é a primeira platéia do ilusionista, quando ele observa se está fazendo o truque corretamente. Depois vem a família e os amigos e, finalmente, platéias desconhecidas.
“Com o Clube, a gente faz apresentações em creches e outras instituições para treinar. No começo é bastante difícil, depois vai perdendo a vergonha. Eu melhorei muito a minha comunicação. Para se ter uma idéia, quando eu fiz a apresentação no Teatro Municipal (junho de 2002), eu não conseguia falar e fiz os números só com música, hoje é difícil fazer eu parar de falarâ€, lembra Muller.
Ele também conta que o importante para quem inicia na mágica é encontrar o que gosta de fazer. “Eu, por exemplo, não tenho facilidade em fazer as pessoas rirem, tem gente que faz isso muito bem. Eu prefiro a manipulação, gosto de desafios e coisas complicadas, pois tenho maisv facilidadeâ€, brinca.
Átila também exemplifica: “se um mágico é do tipo cômico, dificilmente ele fará números de mentalizaçãoâ€. Isso proporciona, inclusive, mais segurança para o mágico.
Muller pretende seguir carreira na mágica. Mesmo cursando o 3.º colegial, acha difícil parar com o ilusionismo. “Creio que este ano estarei preparado para me profissio-nalizar. É o que eu mais gosto de fazer. Fico feliz quando vejo o olhar das crianças, encantadas com os números de mágica. É muito gratificante fazer essas apresentações em locais alternativosâ€, comenta Muller.
Quando termina o show nas creches, a garotada rodeia os jovens mágicos e faz um bombardeio de perguntas. â€œÉ hora de brincar e conversar com as crianças, elas gostam muitoâ€, lembra Muller.
Ao ser questionado sobre quantas mágicas é capaz de fazer, Muller sorri. “Vixe! São tantas. É que com a mesma técnica você pode fazer várias mágicas. É possível reunir mais de uma técnica e criar uma mágica nova, tem tanta coisa. Só com o baralho dá para fazer uma infinidade de mágicasâ€, explica Muller.
O Clube dos ilusionistas Átila e Rosi inicia suas reuniões no próximo dia 5. São sempre às quartas-feiras, no Centro Cultural (avenida Nações Unidas, 8-9), às 19h, e gratuitas. Informações pelo telefone (14) 223-6467.
Para saber mais sobre o ilusionismo, há vários sites, pesquise!
www.clubedosmágicos.com.br
www.atilaerosi.com.br