A primeira forte chuva de verão deste ano expõe, mais uma vez, a precariedade das galerias de águas pluvias da avenida Nações Unidas. Além do desespero de dezenas de motoristas e transeuntes, o temporal de anteontem à noite deixou como rastro uma enorme cratera na altura da quadra 20 da avenida, considerada a mais charmosa da cidade, mas fora da época de chuvas.
O buraco, localizado na altura da quadra 19, estampa aos olhos dos curiosos a realidade crua e nua do frágil sistema de captação de águas pluviais daquela região da cidade, cujo projeto data de meados da década de 70.
A cratera deixou à mostra as duas linhas de tubulações de pequenas dimensões responsáveis pelo escoamento das enxurradas produzidas pelas chuvas. O trecho danificado está sinalizado, mas é recomendável atenção redobrada ao passar pelo local.
Ainda na avenida Nações Unidas, o temporal provocou outros dois pontos críticos. O primeiro está localizado em frente ao Teatro Municipal, na quadra 8.
A força das águas arrancou blocos de pavimentação asfáltica da via, no sentido Vitória Régia/Terminal Rodoviário. A pista está parcialmente interditada.
A baixada do viaduto que transpõe os trilhos da Ferrovia Bandeirantes S/A (Ferroban) também ficou inundada. As duas pistas da avenida ficaram interditadas. A lama e o entulho foram retirados na manhã de ontem. O tráfego de veículos já está liberado.
Equipes da Secretarias Municipais de Obras e das Administrações Regionais iniciaram, ainda na manhã de ontem, os primeiros reparos na via.
A zona sul da cidade também registrou estragos em uma de suas principais avenidas: a Comendador José da Silva Martha. O trecho localizado acima dos trilhos da Ferroban (sentido bairro-Centro) foi bastante danificado pelo temporal.
Encosta
Além da Nações Unidas, a avenida Nuno de Assis - que margeia o rio Bauru - também sofreu estragos com a fúria das águas. A enchente do rio acabou provocando o desabamento de um trecho de talude que apóia a encosta da via, na altura do Terminal Rodoviário.
A pista, no sentido Marechal Rondon/Nações Unidas, não precisou ser interditada, mas recebeu sinalização no local. Uma máquina da prefeitura iniciou os serviços de reparos, que prosseguirão em tempo seco.
A avenida Rodrigues Alves também faz parte da lista de vias da prefeitura que vai ter que receber reparos. O aterro do córrego Água Comprida na altura do Horto Florestal - onde corta a avenida - cedeu, engoliu parte da calçada e a erosão ameaça avançar para a pista sentido bairro-Centro.
A condição de tráfego também é bastante precária no cruzamento da Rodrigues Alves com a Nações Unidas. Entulhos de pavimentação asfáltica, de concreto e muita lama ainda estavam sendo recolhidos ontem pelas equipes da administração municipal.
A força da enxurrada cavocou buracos no local, cujas dimensões aumentam devido ao tráfego pesado de ônibus e caminhões.
O secretário municipal de Obras, engenheiro Antônio Carlos Duarte, avaliou ontem que os estragos na avenida Nações Unidas estão diluídos em toda a sua extensão.
Segundo ele, a via vai ser recapeada ainda nesse primeiro trimestre do ano. Sobre a cratera na altura da quadra 20 da avenida, o engenheiro explicou que a equipe da prefeitura só poderá iniciar o serviço de reparo com o tempo seco.
O mesmo procedimento será adotado para o deslizamento do talude do rio Bauru, na avenida Nuno de Assis, e para o aterro da travessia da avenida Rodrigues Alves sobre o córrego Água Comprida, nas proximidades do Horto Florestal.
Duarte diz que não tem como estimar os valores dos prejuízos provocados pela chuva. Os serviços de reparo vão ser executados pela própria prefeitura.