08 de julho de 2026
Geral

Periferia ainda é a região mais afetada

Gilmar Dias
| Tempo de leitura: 2 min

A forte chuva que caiu na noite de anteontem em Bauru provocou mais estragos na periferia da cidade. Segundo o secretário municipal de Obras, engenheiro, Antônio Carlos Duarte, o Parque Primavera e o Ferradura Mirim foram os bairros mais afetados pelo temporal de verão de anteontem à noite.

A erosão que assola a rua Natal Fornazari, no Ferradura Mirim, se agravou com a chuva. “Hoje, é o ponto mais crítico da cidade. Amanhã (hoje) já vamos reiniciar os serviços de recuperação. Também estamos construindo lá galerias de água pluvial”, diz.

No Parque Primavera, o problema que afeta os moradores do bairro também é uma erosão. A situação, no entanto, está sob controle.

Uma outra erosão preocupa os residentes do condomínio Atol das Rocas, localizado na rua Adante Gigo, na baixada da avenida Cruzeiro do Sul. Segundo Duarte, a Coordenadoria de Defesa Civil e a Secretaria de Obras estão monitorando o avanço do buraco.

Na Vila Santa Luzia, o casal Fábio Henrique Leôncio, entregador, e Jocimara Souza Coelho, balconista, está revoltado com a imobiliária responsável pela locação da casa na qual reside, que fica na rua Ernesto Monte, 1-16.

Um dos muros do imóvel caiu e atingiu a parede lateral da casa, afetando o telhado e provocando rachaduras. Leôncio diz que esta não é a primeira vez que o problema é registrado. “Já procurei a imobiliária e nenhuma providência foi tomada”, relata.

O entregar procurou a polícia ontem e registrou um Boletim de Ocorrência (BO). As condições da moradia estão precárias. Leôncio quer que a imobiliária providencie a reforma da casa.

O coordenador da Defesa Civil, Álvaro de Brito, informou que, até ontem pela manhã, não havia nenhum registro de famílias desabrigadas por causa da chuva de anteontem à noite.

Creche

Parte do telhado da Sociedade Creche Berçário doutor Leocádio Correa, localizada na quadra 4 da rua São Gonçalo, Vila Universitária, desabou na noite de anteontem durante a forte chuva que caiu na cidade.

A creche atende a cerca de 100 crianças com idade entre 9 meses a 7 anos. Devido ao desabamento do telhado, a instituição vai suspender o atendimento a partir de amanhã, até que o prédio seja recuperado.

Segundo a professora Maria Luiza Montebugnoli Siqueira, membro da diretoria, a água da chuva invadiu todas as salas do prédio, inclusive o refeitório onde estavam acondicionados os alimentos.

Ela não soube avaliar os prejuízos e nem o tempo em que a creche permanecerá sem atendimento. “Dependemos da prefeitura”, diz.

A construção do prédio tem mais de 30 anos, mas já passou por reformas. Maria Luiza e os 12 funcionários que trabalham na creche se sentem aliviados pelo fato de o desabamento ter ocorrido durante à noite. “Graças a Deus não havia ninguém na hora.”