08 de julho de 2026
Bairros

Aranhas preocupam Granja Cecília

Da Redação
| Tempo de leitura: 3 min

Uma grande teia com mais de 100 aranhas tem preocupado moradores da quadra 1 da rua José Ismanhoto, do Núcleo Granja Cecília, que fica perto do Jardim Ouro Verde. Quase todos os dias, no final da tarde, os insetos aparecem e fazem a teia, parecida com um lençol esticado, entre uma árvore e um poste, a cerca de cinco metros de altura, em um terreno baldio.

Quem olha para a teia tem impressão que as aranhas estão flutuando entre os fios de eletricidade e a árvore. O local é desabitado, mas muitas pessoas passam perto da teia e os vizinhos temem que as aranhas entrem em suas casas, afirma Amanda Pineli Bueno, que mora na quadra 1.

O médico veterinário do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) de Bauru, Luiz Ricardo Paes de Barros Cortez, diz que as aranhas alojadas no Granja Cecília são tarântulas, conhecidas popularmente como aranhas de jardim. Segundo ele, as pessoas atacadas por esta espécie sentem fortes dores no local da picada.

Mas o veterinário destaca que estas aranhas não possuem o hábito de atacar o homem, a não ser que se sintam ameaçadas. Amanda diz que nenhuma pessoa do bairro foi vítima dos animais. “Todos têm tomado cuidado de não chegar perto delas”, diz.

Cortez afirma que atitude mais correta é não ameaçar as aranhas. Segundo ele, esta é uma espécie comum, facilmente encontrada na cidade. A grande teia armada entre a árvore e o poste seria uma armadilha para captura de insetos.

O veterinário do CCZ diz que neste período de chuva as aranhas podem procurar abrigos, portanto as pessoas da região devem ficar atentas. “Além de abrigar-se nos entulhos, elas também podem entrar nas casas”, avisa.

José Rodrigues Gonçalves Neto, médico veterinário e chefe do CCZ, afirma que todas as espécies de aranhas estão na classe de animais peçonhentos, pois possuem veneno, apesar de alguns com baixo nível de toxidade. Ele explica que as aranhas consideradas mais perigosas são as caranguejeiras e armadeiras.

Essas podem causar alergia e possuem um veneno perigoso para o homem. Gonçalves Neto ressalta também que as pessoas atacadas por estes animais devem procurar o Pronto-Socorro Central para serem devidamente medicadas.

Providências

O Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) de Bauru não recolhe animais peçonhentos, como aranhas, afirma o chefe da seção, José Rodrigues Gonçalves Neto. Segundo ele, o setor recebeu 23 denúncias de focos de aranhas na cidade, apenas no período de julho a agosto do ano passado.

Nestes casos, os agentes da seção comparecem no local e orientam os moradores. Porém, não retiram ou exterminam os animais. O chefe do CCZ explica que a primeira providência dos moradores deve ser acabar com as condições de sobrevivência da aranha.

Eliminar entulhos, lixos do quintal e manter terrenos baldios limpos e capinados são as orientações dadas para acabar com as moradias. Segundo ele, estas ações vão eliminar os insetos, que são os alimentos das aranhas. Em conseqüência, elas também desaparecerão.

Gonçalves Neto explica que para acabar com animais peçonhentos a regra é higiene. “Todos têm que zelar por higiene. O rato não aparece onde não tem comida para ele, nem a barata e muito menos as aranhas”, frisa.

No caso do Núcleo Granja Cecília, os moradores devem procurar a Secretaria Municipal do Planejamento, para que o proprietário do terreno infestado pelas aranhas seja notificado a fazer a limpeza, diz o chefe do CCZ.

O médico veterinário da seção, Luiz Ricardo Paes de Barros Cortez, destaca que mesmo que esta espécie não possua alta toxidade, as pessoas que eventualmente sejam picadas devem procurar atendimento médico. Segundo ele, a reação do organismo é variada e pode ser mais intensa em crianças e idosos.