08 de julho de 2026
Bairros

Recuperação de vias depende de sol

Ieda Rodrigues
| Tempo de leitura: 3 min

A recuperação das avenidas Nações Unidas e Rodrigues Alves, que foram danificadas com a chuva de sexta-feira à noite, depende de tempo bom. Por enquanto, a Secretaria de Obras está centrando forças na contenção de uma erosão que ameaça várias casas no Ferradura Mirim, diz o titular da pasta, Antônio Carlos Duarte.

O asfalto da Nações Unidas na altura do Teatro Municipal, local onde faixas grandes do pavimento foram retiradas pela força da enxurrada, será totalmente refeito, de acordo com Duarte. “Teremos que retirar inclusive a base porque essa região foi muito afetada”, diz. “Mas é um trabalho que só pode ser feito com tempo seco”, completa.

A prefeitura também estuda a possibilidade de refazer o asfalto da Nações na altura do cruzamento com a Rodrigues Alves, outro trecho bastante danificado. A reconstrução do asfalto, segundo Duarte, só será iniciada com tempo bom.

A erosão aberta no canteiro central da Nações Unidas, na altura da quadra 20, não é de difícil solução, mas também depende de dias de sol. “Precisamos reconstruir a galeria daquele trecho e aterrar o local de novo”, diz o secretário de Obras.

Ele frisa que a Nações Unidas, pela posição geográfica da avenida, é um ponto de concentração de água da chuva. “Toda a chuva que cai desde o aeroporto corre em direção à Nações e as galerias não dão conta de escoar toda a água”, diz.

A expectativa é que o piscinão, projetado para ser construído no Parque Vitória Régia, para que a água escoe devagar, reduza o problema. Porém, a obra depende de verbas federais e não tem data para ser iniciada.

A Secretaria de Obras também espera dias de sol para iniciar os trabalhos na avenida Rodrigues Alves, na altura do Horto Florestal. O aterro do córrego Água Comprida cedeu com a chuva de sexta-feira, o que levou ao surgimento de um buraco na pista do sentido bairro/Centro. O trânsito está precário no local.

Erosões

Ontem à tarde, uma nova pancada de chuva forte atingiu a cidade, mas não causou mais problemas. Álvaro de Brito, coordenador da Defesa Civil, lembra, no entanto, que no Ferradura e no Parque Jaraguá existem várias casas próximas a erosões que estão em situação de risco.

No Ferradura, de acordo com Brito, não há necessidade da interdição de casas, mas a situação é preocupante. “A erosão é tão grande que vai consumir cerca de 3 mil caminhões de terra”, diz.

O secretário municipal de Obras, Antônio Carlos Duarte, lembra que a prefeitura já havia instalado um trecho de galerias na rua Natal Fornazari, no Ferradura, o que teria evitado que a erosão aumentasse ainda mais. “Estamos com 12 caminhões trabalhando no local, puxando terra para conter a erosão”, diz.

Brito ressalta que, por sorte, a erosão do Parque Jaraguá, às margens do córrego da Grama, está evoluindo para o lado oposto ao das casas. â€œÉ preciso resolver o problema e não ficar contando com a sorte”, diz.

O coordenador da Defesa Civil frisa que a previsão é de mais chuva nos próximos dias. O órgão tem lonas, cobertores e colchonetes para atender 120 famílias. Neste ano, por enquanto, não houve registro de desabrigados.

No sábado, a Secretaria de Obras trabalhou no combate à erosão da rua Nair Macacari Pleti, no Parque Primavera. “Praticamente eliminamos essa erosão, que estava ameaçando casas. Mas teremos que reabri-la para fazer galerias”, frisa Duarte.

Elisabete Mastafá Delicado, que mora na quadra 1, reclama que a prefeitura deixou um monte de entulho em frente sua casa. “Não consegui nem sair com o carro da garagem”, reclama. Duarte explica que a preocupação principal das equipes da Secretaria de Obras no final de semana era conter a erosão. “O entulho será tirado depois”, diz.

Outra erosão preocupante é a da rua Adante Gigo, que ameaça o condomínio Atol das Rocas, no Jardim Cruzeiro do Sul. De acordo com Duarte, equipes da Secretaria de Obras estão implantando galerias no local, o que deve resolver o problema.