Se a situação das ruas asfaltadas é ruim, as vias de terra é ainda pior. Marcos Pereira, morador da Pousada da Esperança, conta que os ônibus coletivos não conseguem transitar pelas ruas de costume.
“Não passa carro, não passa ônibus. Até a a pé está difícil de andarâ€, relata. Romildo de Castro, morador no Núcleo Mary Dota, surpreendeu-se com a situação de duas ruas do Jardim Silvestre, próximo a seu bairro.
“Eu estava caminhando e quase não consegui passar pelas ruas Maria C. Silva e Florinda F. Rabelo. É buraco em cima de buracoâ€, afirma Castro. Ela lembra que equipes da prefeitura estavam recuperando a rua que é trajeto de ônibus ontem, mas cobra a melhoria das demais.
A prioridade na recuperação é dada às ruas que são ligação de bairro e trajeto de ônibus, informa a prefeitura. A Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural de Bauru (Emdurb) não foi comunicada oficialmente sobre a alteração de trajeto de ônibus por causa dos buracos, mas a prática é mudar o itinerário para a rua mais próxima, informa a assessoria de comunicação do órgão.
O aterro sobre o córrego Água Comprida, que liga o Núcleo Geisel à região do Parque das Camélias, também foi levado pela chuva. O geógrafo José Aparecido dos Santos, que mora no Geisel e usava a travessia para chegar mais rápido ao Jardim Carolina, onde trabalha, diz que muitas pessoas estão sendo prejudicadas.
Ele acredita que o aterro foi levado pela enxurrada, assim como a tubulação que canalizava o córrego, por dois problemas. “Depositaram entulho na margem dos córrego e desmataram uma área mais acima, para a construção de prédiosâ€, diz.
O secretário municipal de Obras, Antônio Carlos Duarte, explica que a ligação entre o Geisel e o Camélias fica em área particular. Por isso, não há previsão de ser refeita. Sobre as suspeitas de Santos, o secretário diz que o local não é depósito de entulho e que a autorização para desmatamento não é da alçada de sua pasta.