09 de julho de 2026
Polícia

Pit bull ataca mulher na Vila Falcão

Da Redação
| Tempo de leitura: 4 min

Marilda Martins Frederico foi atacada pelas costas por um cão da raça pit bull, na quadra 7 da rua Bernardino de Campos, na Vila Falcão, ontem às 13h30. O animal mordeu a região da axila, pegando parte do seio. Ela foi levada para uma clínica, onde recebeu o tratamento adequado, inclusive a vacina anti-rábica.

A vítima conta que o ataque aconteceu quando entrou em um bar para comprar um refrigerante. O cachorro estava sem correntes e acompanhado de seu dono, Idalécio Sonera Becerra. O caso foi registrado no 1.º Distrito Policial.

Rose Texeira, que também é dona do animal, apesar de não ter presenciado o acidente, diz que o cão, de 3 anos, nunca atacou ninguém. “Eu não sei o que aconteceu. Acho que ela correu. Então ele mordeu. Mas, daqui para frente teremos mais cuidado”, afirma.

Marilda explica que, como foi atacada pelas costas, não teve como correr. “O cachorro pulou em cima de mim. Eu me virei e ele me mordeu perto do seio, além de babar muito na minha roupa. Parecia estar muito bravo”, diz.

Alexandro Colenzio, que mora perto da casa dos donos do cachorro, tem medo do animal. “Eles soltam o cachorro para passear sozinho e dizem que o bicho é manso. Ninguém mais pode ficar na rua”, comenta.

Vanderlei Frederico, marido da vítima, acredita que o dono do cachorro não deveria levá-lo para rua. “Temos que tomar providência, poderia ter sido mais grave. O dono tem que manter este cachorro de forma adequada para que ele não acabe atacando uma criança”, frisa.

A delegada de plantão, Marilda Pansonato Pinheiro, diz que a ocorrência pode ser caracterizada como omissão de cautela de guarda de animais, a contravenção penal é encaminhada para o Fórum e levada a julgamento pelo juizado especial criminal.

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Quinta vítima

Marilda Martins Frederico foi a quinta vítima de ataque de cães em Bauru nos últimos quatro meses. O caso anterior ocorreu no dia 21 de dezembro, quando um cão atacou uma menina de 5 anos na Vila Zillo.

A garota teve o couro cabeludo arrancado e foi submetida a uma cirurgia plástica. O cachorro escapou de uma construção e correu atrás da mãe e da criança.

Em novembro foram dois casos. Um cocker salvou uma criança de 3 anos de ser mordida por um pit bull na quadra 33 da avenida Rodrigues Alves. A criança andava de bicicleta pela avenida em companhia de sua mãe quando o pit bull, que escapou de uma clínica veterinária partiu para o ataque.

Outro cão investiu contra um cavalo que puxava uma carroça no Jardim Godoy, o que causou a queda do carroceiro. Em outubro, um pit bull atacou um menino de 13 anos em uma rua da Vila Popular Ipiranga, após ter fugido do quintal de uma casa.

Em Bauru há uma lei municipal que determina que cães de raças ferozes, como o pit bull, só podem ser conduzidos em via pública se estiverem com corrente e focinheira.

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Cuidados com cães

• Não deixar cães soltos na rua sem focinheira e corrente.

• Adestrar o animal com profissionais especializados.

• Criá-los em quintais grandes.

• Vacinar o cachorro contra várias doenças.

• Não motivar a agressividade do cão. (Fonte: médico-veterinário Osni Álamo Pinheiro Júnior)

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Donos podem evitar agressividade

O tratamento do animal é que vai definir seu nível de agressividade, afirma o médico-veterinário Osni Álamo Pinheiro Júnior. A raça pit bull virou moda e muitas pessoas estão adquirindo os animais com o objetivo de utilizá-los como cachorros de briga.

O veterinário explica que a raça é classificada como cão de guarda. “Alguns donos trancam o pit bull dentro de quartos escuros e não dão comida para deixá-los mais agressivos”, diz. Condicionar o animal para ataque é o maior erro do proprietário. “Eu conheço animais dessa raça que são muito dóceis”.

O pit bull não é uma raça indicada para se ter em casa porque nos casos de ataque é muito perigosa. “Pessoas que desejam cães de estimação e estão em dúvida quanto a raça, devem procurar um veterinário que descreva as características de cada uma”, afirma Pinheiro Júnior.

“Não só o pit bull, mas todos os cachorros devem ser tratados com carinho. Animais bem cuidados agem com docilidade”, diz. O veterinário diz que mesmo cães que já tenham atacado pessoas ou que tenham sido treinados para o ataque podem ter o temperamento alterado por pessoas que os tratarem como animais de estimação.