08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

O problema da erosão


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Todo ano a cidade de Bauru enfrenta a fúria das enxurradas que arrebentam com qualquer melhoria asfáltica realizada pela Prefeitura Municipal.

Há de convir que a maioria das tubulações para escoar águas pluviais é de apenas cinqüenta centímetros de diâmetro, insuficientes para receber águas advindas de um raio de mil metros.

Projetando a cidade em expansão para acomodar até um milhão e quinhentos mil habitantes com a tendência em moradias em prédios verticais, há necessidade de uso de tubulações no mínimo com diâmetro de um metro e meio para cada raio de um mil metros de solo construído. Ideal seria, para a questão da via Nações Unidas, construção em caixa de concreto inclusive, acima do solo.

Quanto à questão das erosões que se expandem a cada enxurrada, ideal seria a construção de barragens e cascatas em espaços razoáveis para conter as águas. Naturalmente, os dois lados devem ser sustentados com barreiras inclinadas em concreto. No Japão, o solo é totalmente protegido com barragens em concreto para suportar enxurradas de qualquer natureza. Na cidade de Campinas-SP, que também é uma cidade acidentada, não há notícias de alagamento nas baixadas.

Desapropriar toda a área ocupada com linhas férreas (centro da cidade) para cavar em uma profundidade razoável, construindo-se ali uma represa de modo que haja reserva de água e tratamento de esgoto e ainda, construir linhas férreas e estação aérea e pontes aéreas não seria utopia. Ficaria, isto sim, uma cidade acolhedora com vistas às águas que atraem turistas, inclusive animais aquáticos. Desviar o curso das águas para a obra também é possível. Claro, é um investimento caríssimo com visão para um futuro próspero. Nada impossível de tornar realidade. Bauru precisa de águas para se transformar em uma cidade turística e mais alegre.

O solo da cidade de Bauru é extremamente arenoso e sua situação geográfica em declive e aclive. Construir guia, calçada e asfalto acompanhando o declive e aclive sem construção de qualquer ponte que possa dar livre acesso às águas pluviais é um método antiquado e retrocesso com investimento redobrado e sem retorno.

O município precisa investir não para destruir a cada enxurrada, mas sim para investir em algo duradouro de modo que o povo possa habitar tranqüilamente e atrair confiança para desenvolvimento. (Shigueko Sakai - RG 7.636.385-5)