09 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Alfabetização total


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Um aplauso e adesão: o governo federal, através do Ministério da Educação (Cristovão Buarque), aspira erradicar o analfabetismo nacional (20 milhões de analfabetos) nos próximos 4 anos (ou 8 - o que é plenamente possível e razoável!), com participação de estudantes e professores. Projeto de Analfabetismo Zero ou Alfabetização Total, nos moldes dos antigos Mobral e Projeto Rondon, mas atualizado e dentro da atual conjuntura. Sugerimos titulá-lo Tiradentes ou Anália Franco (em justa homenagem à maior educadora e humanista brasileira de todos os tempos; cidadã-estadista do Império e da 1.ª República - intelectual, abolicionista, artista e filantropa...) - para um programa mais amplo, social e culturalmente, além do educacional. Ou Paulo Freire - se eminentemente educacional.

Municípios e estados fariam levantamento de seus cidadãos a serem alfabetizados; estados e municípios com baixos índices de analfabetismo enviariam seus professores (coordenadores) e estudantes (monitores) para atender as regiões mais carentes como o Norte e o Nordeste. Compactos de 3 a 6 meses de curso ensinariam o básico - ler, escrever e fazer as 4 operações aritméticas para grupos de 10 a 12 alunos, com 2 a 3 monitores e um professor coordenador (poderia supervisionar 2 a 3 núcleos ou grupos). Monitores locais (leigos e/ou) seriam treinados concomitantemente para continuidade do projeto. Sem educação não há soberania de um país, nem justiça, liberdade e inclusão!

Duas sugestões inadiáveis, urgentes: 1.ª - Organização de seminários locais e/ou regionais e depois simpósios ou fóruns anuais de Bioética e Biodireito, coordenados pelos CRBBs e subseções da OAB em todo o país. Em um segundo momento, criação de cursos de BE/BD em parcerias feitas entre faculdades de Direito e de Biologia para universitários de ambas. Temas polêmicos como eugenia, racismo, sexismo, clonagem, transgênicos, bebê de proveta, fertilização in vitro, eutanásia, pena de morte, aborto, meio ambiente e tantos outros teriam fórum privilegiado para discussão, aprendizado, formulação de leis e políticas as mais éticas, justas e democráticas possíveis!

2.ª - Inclusão da matéria ou disciplina Ética, Direito e Cidadania em todos os graus de ensino, graduando-se o ensino ao nível de cada um. A atual conjuntura pede, em regime de urgência, o resgate e a rediscussão dos valores da justiça, cidadania e da civilização como um todo. Sem um homem reto, probo, de caráter, justo e fraterno não haverá paz, nem segurança em nenhum lugar do mundo. (Rubens Colacino - RG: 6.360.282)