08 de julho de 2026
RH & Tendências

Saúde ocupacional pede cuidados

Da Redação
| Tempo de leitura: 2 min

A evolução dos tempos, as situações de pressão profissional, a competitividade do mercado, a constante falta de tempo, a estafante jornada de trabalho, entre outras peculiaridades do atual mercado profissional no mundo globalizado têm levado as empresas, cada vez mais, a se preocupar no momento da contratação ou mesmo nas avaliações de desempenho de suas equipes, com a resiliência de cada profissional.

O principal fator causador desta mudança de hábito deve-se ao fato de que o indivíduo que não possui ou não desenvolve a resiliência, sofre com severas conseqüências, que vão da queda de produtividade ao desenvolvimento das mais diferentes doenças psicossomáticas.

“A resiliência é a capacidade humana de superar tudo, tirando proveito dos sofrimentos, inerentes às dificuldades.

O equilíbrio humano é semelhante à estrutura de um prédio, se a pressão for superior à resistência, aparecerão rachaduras (doenças). Dentre as mais diferentes doenças psicossomáticas que se manifestam no indivíduo que não possui resiliência, estão desde a gastrite até a síndrome do pânico, incluindo ainda problemas como vaginites, doenças intestinais, hipertensão arterial, entre outros males”, explica o superintendente de Saúde

Ocupacional e ginecologista do Hospital São Luiz, Alberto D’Áuria.

Segundo ele, em entrevista à assessoria de imprensa do hospital, durante o ciclo de vida normal, é necessário o indivíduo desenvolver a resiliência para conseguir ultrapassar as passagens com “ganhos”, nas diferentes fases: infância, adolescência, juventude, fase adulta e velhice.

O termo resiliência tem origem na Física e significa a capacidade de recuperar-se e moldar-se novamente após deformação situacional. “Se transportarmos o raciocínio para o dia-a-dia, poderemos observar que quanto mais resiliente for o indivíduo, menos doenças e perdas e mais desenvolvimento pessoal serão alcançados.

Um indivíduo submetido à situações de estresse e que sabe vencer sem lesões severas (rachaduras) é um resiliente. O inverso significa dizer que o profissional que não possui resiliência é o chamado “homem de vidro”, que se “quebra” ao ser submetido às pressões e situações estressantes”, explica.

Segundo D’Áuria, resiliência consiste em equilíbrio entre a tensão e a habilidade de lutar, além do aprendizado obtido com obstáculos (sofrimentos). “Traduzindo em outras palavras, é atingir outro nível de consciência. Toda empresa deve se preocupar com a resiliência de seus profissionais”, diz.

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Dicas de superação

• Mentalizar seu projeto de vida, mesmo que não possa ser colocado em prática imediatamente.

• Adotar métodos práticos de relaxamento e meditação.

• Praticar esporte para aumentar o ânimo e a disposição.

• Procurar manter o lar em harmonia, pois este é o “ponto de apoio para recuperar-se”.

• Assumir riscos.

• Aproveitar parte do tempo para ampliar os conhecimentos, pois isso aumenta a autoconfiança.

• Transformar-se em um otimista incurável, visualizando sempre um futuro bom.

• Tornar-se um “sobrevivente” repleto de recursos no mercado profissional.

• Apurar o senso de humor.

• Separar bem quem você é e o que faz.