08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

A égua de Piratininga


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Eu nasci na pacata, bucólica e bonita cidade de Piratininga. Aliás, nem foi em Piratininga, foi em Alba (que quer dizer brancura), distrito piratiningano, sem erro.

Achei deveras curiosa a compra de uma égua, pelo prefeito Odail Falqueiro, para apreensão de animais outros (não a própria) soltos nas ruas da vizinha estância, aonde Paulo Maluf procurou petróleo e achou água (não égua) quente, o que dá a Piratininga o status de balneário turístico.

Voltando ao animal que estava prenhe e ia ser usado por um peão de montaria para caçar os outros (éguas, cavalos, bois, burros e assemelhados), com cria ao pé, como se diz na gíria ou linguagem da peonada, a valente égua caçadora está agora, em repouso de parto. Quem é o pai?

Deixem os bois, vacas e outros passearem à vontade, porque à noite, quando saem a passeio os errantes, não há movimento de veículos de quatro patas (quer dizer quatro rodas).

Não vou meter a colher na alfafa, mas essa história é digna de ser espionada. Por que não um animal macho para capturar os outros? Ou fazer como a história do flautista e os ratinhos? A cidadezinha foi tomada por uma praga de ratos. Nada punha fim neles. Um tocador (exímio de flauta) pôs-se a tocar melodias doces pelas ruas os ratos o seguiram. Entrou num rio, os ratos atrás. Morreram todos. Menos o flautista. Que tal uma gaita de boca, com música, para o deleite dos animais soltos? Acabou o espaço; voltaremos outro dia. (Danton Gamba)