Dois dias após a mistura de álcool na gasolina ter diminuído de 25% para 20%, o reajuste esperado no preço do combustível, estimado entre R$ 0,04 e R$ 0,06 por litro, ainda não ocorreu em Bauru.
Após percorrer ontem vários postos localizados na área central da cidade, a reportagem do JC constatou que os preços da gasolina permaneciam os mesmos praticados antes da alteração do percentual de álcool. Os valores variavam de R$ 2,199 e R$ 2,219.
Apesar disso, o aumento pode ocorrer a qualquer momento. Em reportagem veiculada na agência Estado, o vice-presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo de São Paulo (Sincopetro), Ronaldo Condomitti, garante que a comercialização do combustível no varejo só tomará conhecimento dos reajustes no atacado hoje, data de realização de novos pedidos da distribuidora.
“Recebemos informações de que os reajustes poderão atingir 6% nas distribuidoras. Se de fato isso ocorrer, o aumento de preço na bomba será maiorâ€, adianta ele. A reportagem do JC procurou o presidente da unidade bauruense do Sincopetro, Sebastião Homero Gomes, para falar sobre o assunto, mas ele não foi encontrado.
Além disso, a possibilidade de uma nova modificação no preço da gasolina não foi suficiente para alterar a rotina dos postos de combustíveis bauruenses nos últimos dois dias. Segundo vários funcionários dos estabelecimentos entrevistados pelo JC, o movimento no período foi normal.
O frentista Paulo Bastos ressalta que, apesar do posto em que trabalha já estar operando com o “novo†combustível com 5% a menos de álcool, o preço da gasolina continua o mesmo, pelo menos por enquanto. “Muitos motoristas nos perguntam se vai subir, mas não sabemos quando e se isso vai ocorrer, pois nada de oficial ainda nos foi passadoâ€, afirma.
Ele acrescenta que, nos últimos dois dias, o estabelecimento manteve a média diária de abastecimentos, que gira em torno dos 3 mil a 5 mil litros. “Não houve filas nem aumento do movimentoâ€, enfatiza Bastos.
O também frentista Wellington Luis Maciel, que atua em um posto de outra bandeira, frisa que até ontem o dono da empresa não havia comunicado nada a respeito de um eventual reajuste na gasolina e que o número de abastecimentos manteve-se dentro da normalidade.
Outro frentista, que preferiu não se identificar, revelou que o proprietário do posto chegou a comentar que o governo já havia autorizado um reajuste de 3% no valor da gasolina. “Por isso, acredito que o preço deva subir nesta semanaâ€, salienta o empregado.