Apesar das regras rígidas da Caixa Econômica Federal (CEF), a Companhia de Habitação Popular de Bauru (Cohab) afirma que continua negociando e fazendo acordos com os mutuários. Atualmente, a inadimplência da empresa é de 53% - o equivalente a R$ 63 milhões em parcelas atrasadas, de acordo com o último balanço, feito em dezembro.
“Nós temos feito acordo com pessoas com mais de 30, 40 parcelas (atrasadas). A Cohab nunca fugiu do acordoâ€, diz o presidente da empresa, Constante Mogioni. Segundo ele, já foram contratados escritórios de cobranças em quatro cidades atendidas para tentar agilizar a arrecadação.
Mogioni admite que, mesmo com a inadimplência bastante alta, a Cohab continua repassando dinheiro à Caixa, pois a empresa funciona como “avalista†dos mutuários. “A determinação da Caixa para a Cohab é que mantenha em dia os retornos, a amortização dos financiamentosâ€, diz. Segundo ele, o passivo da empresa com a Caixa é de R$ 320 milhões.
De acordo com Mogioni, se a Cohab não conseguir cumprir seu débito com a CEF e passar por liquidação judicial, o contribuinte bauruense vai acabar pagando a conta, já que a Prefeitura Municipal detém 78% das ações da empresa.
“Quem vai arcar (com a dívida) é o acionista, e no caso a Prefeitura de Bauru é o maior acionista da Cohabâ€, diz Mogioni. E alerta: “Quem nunca morou em casa popular vai pagar.â€