As freqüentes chuvas que têm desabado sobre Bauru prejudicaram o cronograma das obras de reforma do Pronto-Socorro Central. De acordo com o diretor da unidade, Felinto dos Santos Neto, o prédio pode ser entregue com atraso.
A reforma teve início em agosto de 2002. O prazo inicial para a conclusão era março deste ano, mas não há mais data para entrega. Um dos principais objetivos é melhorar o fluxo de pacientes, separar os atendimentos de urgência e ambulatoriais e otimizar a UTI.
A planta também prevê aumento de banheiros, troca de telhados e pias e construção de novas salas, num investimento de quase R$ 500 mil.
A reforma foi dividida em duas etapas: a primeira, e mais demorada, consiste na ampliação. Ou seja, construção de duas novas alas (entrada de urgência e salas de UTI, sutura, curativo etc). A segunda etapa é a reforma das alas já construídas.
Segundo Felinto, a primeira etapa ainda não foi concluída. Salas já foram criadas e rebocadas e a entrada da unidade está sendo construída.
Para viabilizar a reforma, o atendimento de adulto passou a ser feito no Pronto-Socorro Infantil (PAI). As crianças estão sendo recebidas na ala do Pronto-Socorro adulto que será reformada posteriormente.
A chuva e o tempo úmido impossibilitam os trabalhos externos e diminuem o ritmo da reforma.
“Eu acredito que não vai dar para cumprir o prazo de março. Tivemos quase 20 dias de chuva. Como estamos fazendo a parte externa, as obras pararam. Não tem como trabalharâ€, explica o diretor.
“A chuva atrasou um pouco, mas estamos conseguindo administrar bemâ€, reforça Felinto.
Apesar das reclamações, Felinto afirma que os funcionários têm conseguido atender o grande volume de pessoas no pronto-socorro adaptado. “Faz parte da reforma. A gente estava esperando que isso fosse acontecerâ€, diz o diretor.
Entre os usuários, alguns revelam-se pacientes, outros reclamam do atendimento. Mara de Oliveira, por exemplo, reclama da fila para atendimento, mas acredita que a reforma trará benefícios.
“Acho que vale a pena. As pessoas têm que ser pacientes e compreender que haverá uma melhoraâ€, diz.
O catador de papel Antônio Carlos, embora tenha passado algumas horas do dia ontem na fila de espera, também acredita em melhorias. “Está muito demorado para atender mas, fazendo a reforma, vai ficar bom e vai compensarâ€, expõe.
Já Mauro Broskoc, que procurou o PS para que o neto recebesse atendimento médico, não poupa reclamações. “O atendimento está péssimo aqui. Está muito devagar. Não é só pela reforma, mas a reforma está atrasando. Até quando vai ficar assim?â€, questiona.
Histórico
O Pronto-Socorro Municipal (PSM) Central foi inaugurado em 1986. Em 1999, a Secretaria Municipal de Saúde começou a buscar verbas para a reforma, devido ao aumento da demanda de atendimento na unidade.
Na ocasião, foi solicitada verba ao Ministério da Saúde. Os recursos foram negados pelo governo federal e a Prefeitura de Bauru recorreu ao Estado. O pedido foi feito em janeiro de 2001 e negado em novembro.
A prefeitura decidiu, portanto, empregar recursos próprios, redefinindo prioridades que foram aprovadas pelo Conselho Municipal de Saúde. O projeto, elaborado pela Secretaria Municipal de Planejamento (Seplan), passou por diversas adequações e a reforma teve início em agosto do ano passado.
Atendimento infantil
O Pronto-Atendimento Infantil (PAI), que funciona ao lado do Pronto-Socorro Municipal (PSM) Central, também pode ganhar cara nova.
A Secretaria Municipal de Saúde está fazendo um pedido de aditamento para reparos superficiais na unidade, como pintura das paredes.
â€œÉ para somar à segunda parte da reforma. O pronto-socorro infantil ficou muito judiado ao receber toda a estrutura do adulto. Ele necessita de uma pintura e de alguma manutençãoâ€, expõe Felinto dos Santos Neto, diretor da unidade.