“Tive a oportunidade de ler os comentários da senhora Alzira Garcia, na Tribuna do Leitor do dia 1 de março, e tenho a concordar com tudo o que foi escrito, em parte. Não se pode afirmar que os eleitores são tal e qual os eleitos. O Brasil está dividido em duas categorias: os que mandam de uma lado e os que obedecem do outro. Desde que Roma legou ao mundo a Lei das Doze Tábuas, que constitui a base dos sistemas jurídicos modernos, é que vivemos nessa ladainha contínua de lamúrias.
Nossas leis favorecem os acontecimentos, sim, embora a grande população também, por absoluta falta de informação, e o mais grave, submissa ao poderosos por necessidades das mais elementares (comida por exemplo, medo), ainda reelege um ex-presidente, do clã dos Ribamar, comprovadamente um fiasco administrativo. Enquanto nossas leis mandarem prender no ato, sem direito a fiança, um caçador que mata um animal silvestre e não se incomodar com um motorista bêbado que mata uma família inteira atropelada, se esses fatos do cotidiano, que nada tem a ver com política, não forem resolvidos, sabe-se lá quando, a questão da imunidade parlamentar que permite verdadeiros escrachos na inteligência das pessoas, que permite ao político ser criminoso, não ir preso e poder ser reeleito e começar tudo de novo, vai ser resolvida.
Portanto, não se trata de atacar o efeito, mas sim a causa, mas como as leis são também afiançadas por políticos, só nos resta o protesto e as lamúrias.†Gratos. (Eduardo Alves Rodrigues - RG : 9123787)