10 de julho de 2026
Bairros

Freqüentadores são contra fim do comércio popular aos domingos

Ieda Rodrigues
| Tempo de leitura: 1 min

O professor universitário João Fernando Marar e o historiador Luciano Dias Pires, dois freqüentadores assíduos da Feira do Rolo, são contra a proposta do vereador Rodrigo Agostinho. Para eles, além de ser um comércio tradicional na cidade, a feira é fonte de renda de muitas pessoas.

Marar defende a manutenção da Feira do Rolo e ressalta que se trata de uma tradicional manifestação popular da cidade. “Acho que a prefeitura deveria explorar mais o potencial da feira e até incentivar, nunca falar em extinguir”, diz.

Ele é favorável à adoção de regras para normatizar a feira e fiscalização, mas nunca suspender o comércio feito nas ruas. “Temos problemas na Getúlio Vargas e nem por isso a avenida é fechada. Se uma padaria é ponto de droga, a polícia tem que coibir o tráfico, mas não fechar o estabelecimento”, compara.

Luciano concorda com Marar. “Quem compra é que está arriscando. Produto roubado ou furtado não é vendido só na feira, pode ser vendido em qualquer lugar. Se hoje são vendidos produtos furtados na Feira do Rolo e ela acabar, vão arrumar outro ponto para venda”, diz.

Freqüentando a Feira do Rolo há mais de dez anos, Marar diz que nunca recebeu oferta de produtos ilícitos. Ele conta que já achou verdadeiras relíquias na feira. “Já comprei um câmera da Tchecolosvaquia, que tem um design diferente e um trombone, que servem de decoração”, relata.

Luciano vai à feira todos os domingos há muitos anos e já comprou vários objetos que acredita que não acharia em outro local em Bauru. “Já comprei telefone à manivela, um sino, que é um símbolo da ferrovia, que está junto com uma imitação de uma locomotiva que tenho na chácara”, conta.