08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Manifestação pública


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Faz parte do direito de ir e vir. Pela intenção, às vezes é hilária e misteriosa. Não vai muito longe se via tremular nos movimentos reivindicatórios bandeiras encarnadas, a da estrela e da CUT. Como o poder político tem dois pólos, a vidraça e o estilingue, bastou os pavilhões a ter o poder (vidraça) que os mesmos misteriosamente magicaram (desapareceram). Indubitavelmente, os movimentos funcionam como ícones dos menos favorecidos. Refletem falta de liderança verdadeira. Ideais e discursos são relegados ao segundo plano. Os eleitores não sabem a quem recorrer, pois os políticos estão, ou se fazem, de doentes. Veja aqui na terrinha: um sofre de labirintofastia (não seria labirintopatia?). Faz lembrar o bebum: o médico lhe perguntou porque bebia tanto e ele respondeu que era para esquecer. "Esquecer do quê?", insistiu o facultativo. "Ih! já esqueci!". Lembra também do meliante que foi surpreendido pela população que gritava: "Ladrão de porco". E ele, "Que porco?". "Nas suas costas." "Meu Deus, quem pôs esse bicho aqui? Tira, tira, tira!"

A manifestação dos escribas que freqüentam a Tribuna do Leitor também é jocosa. Alguns elogiam em busca de proveito pessoal (geralmente é cargo público). Outros, é claro, merecem respeito. Contudo, tem uns que se assemelham à hiena (não menosprezando o animal), "que come merda e ri".

Por falar em hilariedade, não deixem de assistir em Bauru alguns bons filmes conforme abaixo: Autocad, Datashow, Câmera de vídeo, Os tonners, As compras, A escuta do gabinete do presidente, A van, Os contratos, Os desaparecidos e, finalmente, A cassação.

Depois de tudo isso só falta lembrar de um imperador romano que disse que o povo só precisa de pão e circo. Só que quem fornecia o pão eram as empresas que estão indo embora de Bauru, e o circo foi proibido pelo Poder Executivo. Caminha Bauru, não se deixe esmoronar! (Elpidio Cristino Lima - RG. 3214.189)