10 de julho de 2026
Cultura

"Quero trazer à memória, o que me pode dar esperança"

Por Ercília Ferraz de Arruda Pollice | Especial para o JC Cultura
| Tempo de leitura: 2 min

Não vou negar que muitas vezes a esperança nos abandona e nos sentimos com o coração pesado. O homem, feito a imagem e semelhança de Deus, anseia em ser feliz. Sentimo-nos, algumas vezes, meio ingênuos até ao teimarmos em crer que mesmo que o dia esteja escuro e as nuvens, sobre a nossa frágil vida, estejam sombrias há uma luz a brilhar às escondidas; e, mais dia menos dia, ela mostrará a sua claridade.

Esperança é isso; acreditar ainda que as aparências nos mostrem o contrário. Você me perguntaria o que leva certas pessoas a não desanimarem nunca e outras há abandonarem tudo por qualquer motivo? Há uma palavrinha mágica chamada fé, que anima homens e mulheres a continuarem a caminhada olhando além das circunstâncias, quando as tempestades chegam.

Há uma definição de fé que diz: “Fé é o firme firmamento das coisas que se esperam, e a certeza das coisas que não se vêem.” É isso aí... certeza das coisas que ainda não vemos. Acreditar no que se vê é fácil! Todos temos nossos sonhos pessoais, que nem sempre estão ao nosso alcance imediato.

Contudo, para continuarmos inteiros e não perdermos a ternura e o amor precisamos protegê-los como a uma flor, numa redoma e não permitirmos, jamais, que as vicissitudes da vida nos roubem a capacidade de sonhar. Há uma dinâmica própria no universo. Você sonha, você acredita, você corre atrás e algo de bom acontece. Há ainda a lei da semeadura e da colheita. Tudo o que semearmos, de bom, ou de mal, colheremos em dobro. Isso é uma lei de causa e efeito, não há como fugir.

Temos o exemplo de uma semente de milho, que ao ser plantada se multiplica tempos depois em várias espigas com milhares de grãos, que além de matarem a fome poderão ser semeados novamente e serem transformados em outros milhares continuando “ad aeternum”, a cumprir o seu papel!

Isto quer dizer o quê? Significa, nada menos, que tudo o que semearmos certamente ceifaremos! Sendo assim, vamos lá sonhadores, bem vindos ao clube! Finquemos o pé; ao invés de sentimentos mesquinhos de inveja, desânimo, desesperança, desamor e raiva, vamos encher nossos corações de amor, orações, palavras boas e desejos de harmonia, não apenas para nós, mas principalmente aos outros, mesmo àqueles que sabemos não vibrarem muito com nossas alegrias e realizações.

Deixemos as diferenças de lado. O problema não será nosso, mas deles. Eu, neste ano 2003, fiz o firme propósito de abençoar todas as pessoas que me cercam ou não... pois, quero ter uma colheita farta de bênçãos!

Ano Novo, esperanças renovadas, sonhos refeitos, e mãos à obra, que o Senhor não nos deixará envergonhado em nossa esperança! Quero afirmar como São Paulo aos Romanos: “Que o Deus de esperança, vos encha de toda a alegria, para que abundeis em esperança...” Tardiamente, mas ainda em tempo: Feliz e Esperançoso Ano Novo!

(Escritora, poeta, acadêmica da Academia de Letras de Bauru, colaboradora do Ju Machado-Escritório de Arte)