08 de julho de 2026
Pesca & Lazer

O prazer de pescar na represa

Tribuna Impressa
| Tempo de leitura: 3 min

Em sua maioria, as represas que podem servir para uma boa pescaria, está localizada em terras particulares e por isso, chegar até elas pode significar invasão e sujeitar o aventureiro às penas da lei. Nada melhor, então, do que conversar com o proprietário, pedir a necessária ordem para visitá-la e se for negada, simplesmente agradecer e tentar uma outra.

Se a permissão for dada faça tudo para justificar a confiança de quem a deu. Mantenha tudo como encontrou, não faça fogueiras, não deixe lixo no lugar e lembre-se de que a sua responsabilidade abre as portas de uma segunda vez e até mesmo a sua presença constante.

Quanto mais antiga melhor

A represa será tanto mais promissora quanto mais antiga for a sua existência. Em alguns casos, os avós lembram-se de que elas já existiam nos tempos de seus bisavós. Estas dezenas de anos representam nas águas uma quantidade de peixes adultos significativa, trazendo ao pescador a convicção de que nelas encontrará exemplares de ótimo porte. Se forem recentes e não naturais, ou seja, feitas como obras de engenharia, a quantidade de espécies será menor, mas mesmo assim bons cardumes de lambari poderão ser encontrados.

Basicamente três espécies de peixes devem existir numa represa. Até mesmo para evidenciar a qualidade de sua água, os lambaris, as tilápias e as traíras necessariamente devem fazer parte dela. As tilápias podem estar ausentes em uma represa muito antiga, pois foram introduzidas no País recentemente. Mesmo assim, os carás estarão mantendo sempre o mínimo das três espécies básicas. Em muitas represas foram introduzidas outras espécies não nativas, como carpas, curimbatás, tambaquis, pacus e assim por diante. Como são peixes de águas lentas, adaptaram-se muito bem, encontraram alimento, cresceram e, dependendo de sua idade, alguns exemplares chegam a beirar os dez quilos, caso dos tambaquis, por exemplo.

Como pescar

Por não estarem em seu meio natural que é o rio, os peixes na represa redobram a desconfiança. Por conseqüência, é mais difícil pescá-los, o que pode ser mudado através de um trabalho de ceva bem feito. Daí, a necessidade do bom comportamento, pois as ações vão acontecer depois de um certo tempo e também de várias visitas. Um trabalho de ceva feito corretamente fará com que os cardumes se acostumem com o local da pescaria, considerando o movimento do pescador e o barulho que ele sempre acaba fazendo como coisas normais.

Como o que interessa ao peixe é comer e ali está o alimento, vai ignorar as pancadas no barranco ou no tablado e permanecerá por ali. A segunda tarefa é descobrir qual isca dá mais resultado e daí segue uma tarefa que pode ser fácil ou dificilmente resolvida.

O equipamento começa com as varas de mão, linha 0,30 mm (para começar), chumbada bastante leve e anzol pequeno, de acordo com a espécie pretendida. É importante manter pelo menos três linhas na água, em distâncias de um metro e meio cada. Não considere exagero dobrar este número, porque é possível que com essa verdadeira espinha você descubra mais rapidamente qual é o ponto onde o peixe está. Identificado, retire o excesso e utilize no máximo duas varas. Mesmo em represas, é importante praticar o pesque-e-solte. Incentive a pesca esportiva e preserve sempre.