08 de julho de 2026
Regional

PM alega que matou após ser ofendido

Tânia Fonseca
| Tempo de leitura: 2 min

Paulistânia - O soldado Adilson Bernardino da Luz, 32 anos, apresentou-se ontem de manhã à Polícia Civil de Paulistânia e em depoimento deu sua versão para o crime do qual é acusado. Ele admitiu que atirou em Marcelo Caetano, 32 anos, mas alegou que só o fez por ter “perdido a cabeça”, após ser ofendido pela vítima.

O crime foi cometido por volta das 22h do último domingo, na Praça Santa Terezinha, na região central de Paulistânia. De acordo com o tenente Alan Terra, comandante da 5ª Companhia da Polícia Militar, com sede em Lençóis Paulista, unidade à qual pertence o pelotão de Paulistânia, Luz já está afastado das ruas e está à disposição da corporação para serviços administrativos, enquanto o processo corre na Justiça Comum.

De acordo com informações da delegacia de polícia de Paulistânia, no depoimento prestado ontem o soldado contou que no início da noite de domingo estava num pesqueiro nas proximidades da cidade e foi ofendido e humilhado por Caetano. Os motivos que originaram essas supostas ofensas, no entanto, não foram revelados pela polícia.

Na seqüência do depoimento, o soldado afirmou que para evitar maiores conseqüências durante o entrevero no pesqueiro, onde ele estava com a mulher, resolveu ir para sua casa. Contou que depois de chegar em sua residência, não estava se sentindo bem e saiu sozinho e armado para ir até à farmácia.

Luz, segundo a Polícia Civil, disse que na ocasião estava usando o carro do pai e pretendia devolvê-lo naquela mesma noite, após ir à farmácia. O problema, contou ele, surgiu quando no caminho rumo à farmácia, voltou a cruzar com Caetano. O soldado disse que novamente foi ofendido e então acabou se descontrolando emocionalmente e efetuou os tiros.

De acordo com a polícia, Luz disse que não soube precisar quantos disparos efetuou. Testemunhas, no entanto, disseram ter ouvido quatro tiros.

Depois de atirar contra Caetano, que foi levado ao pronto-socorro mas acabou morrendo, Luz fugiu de carro levando consigo a arma do crime. Ontem, ele entregou, na delegacia, o revólver Taurus calibre 38 que pertence à PM e que teria sido a arma utilizada no homicídio.

O carro, segundo a polícia, foi encontrado logo após a fuga de Luz, na saída da cidade. O local onde o soldado permaneceu entre o resto da noite domingo e ontem de manhã não foi revelado pela polícia.

Ainda segundo a delegacia de Paulistânia, a prisão temporária de Luz não chegou a ser pedida, como foi cogitado na segunda-feira pela própria polícia. Isso não foi necessário porque, segundo a delegacia, o crime já estava praticamente esclarecido.

Por estar em horário de folga, ou seja, o crime não foi praticado no exercício da profissão, o policial vai responder pelo crime na Justiça Comum.

Ontem, ele foi indiciado por homicídio doloso qualificado cuja pena em caso de condenação varia de 12 a 30 anos de reclusão. Após prestar depoimento, Luz foi liberado pela Polícia Civil e deverá responder ao inquérito em liberdade.