07 de julho de 2026
Entrelinhas

Entrelinha


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• Não aceitou

O prefeito de Avaí, Reinaldo Rocha (PSDB), foi "convocado" para a direção do novo Hospital Estadual de Bauru. Aliás, tentaram convencê-lo a qualquer custo a abandonar a administração municipal do vizinho município para comandar a nova unidade hospitalar da cidade. Não conseguiram. Com certeza, se aceitasse provocaria uma situação constrangedora para o pessoal da Unesp de Botucatu.

• Tumulto

De acordo com o acerto administrativo e político feito com o ex-secretário de Saúde do Estado, José Guedes, os dirigentes da Faculdade de Medicina da Unesp de Botucatu são os responsáveis pelo comando do Hospital Estadual de Bauru. Segundo apuramos, Reinaldo Rocha declinou o convite, que realmente existiu. Rocha foi diretor por muitos anos da Associação Hospitalar de Bauru (AHB).

• Rubens Cury

Contudo, a esfera política que lançou o convite a Rocha também levou à lembrança do nome do médico e prefeito de Pederneiras, Rubens Cury, político próximo do deputado Pedro Tobias que não pretende mais continuar na gestão pública. Reinaldo Rocha, por sua vez, teria que trocar seu projeto político municipal recém-iniciado em Avaí.

• De olho no PS

Na área de saúde também surgem fortes elementos de que a Associação Hospitalar (AHB) teria interesse em assumir o Pronto-Socorro Municipal. O Hospital de Base foi situado como um novo portão para pequenas cirurgias com especialidade em ortopedia e traumatologia. Contudo, interessa à AHB ganhar um local de urgência e emergência.

• Inversão da lógica

Se a pretensão virar ação, a direção estadual de saúde estará modificando o plano regional a partir do Hospital Estadual. Com a nova unidade, o Estado disse que seria necessário mudar a lista de serviços do Base, mas este é que serviria de braço de apoio ao PS Central, que ficaria com a prefeitura. O interesse pelo PS passa pelos convênios com o Ministério da Saúde.

• Movimentação

Antes mesmo do Carnaval, o que não é muito comum, já se inicia a movimentação dos partidos à procura de novas filiações - se possível de peso - com vistas às eleições municipais do ano que vem. Na Câmara Municipal, haverá alterações no quadro político-partidário. O PV, por exemplo, corre sério risco de ficar sem representantes na Casa.

• Racionalização

O Poder Legislativo poderá deixar de ter cinco diretorias. O vereador Paulo Eduardo Martins Neto (PFL), presidente da comissão que estuda a reforma administrativa da Casa, acha um exagero o número de diretorias. Ele adianta que o estudo deverá apontar para uma fusão entre elas, racionalizando serviços e pessoal. Antes, porém, de qualquer decisão ele vai ouvir vereadores e servidores.

• Mundo digital

A entrada do Legislativo de Bauru no pregão do Banco do Brasil (compras pela Internet) impedirá o manuseio de documentos públicos por servidores. Ou seja, vai colaborar em muito para que pelo menos assinaturas falsas não mais apareçam em convites, além de saques pessoais de cheques na própria Casa, entre outras mazelas.