09 de julho de 2026
Bairros

Compra de última hora lota papelaria

Thaís da Silveira
| Tempo de leitura: 3 min

Filas, lojas lotadas, atendimento precário, falta de mercadorias e até aumento de preços. Esses são alguns dos problemas que os consumidores estão encontrando nas compras de materiais escolares de última hora.

Comerciantes acreditam que este final de semana e o próximo serão os campeões em vendas de materiais escolares. Muita gente espera receber o pagamento de fevereiro para sair em busca dos produtos exigidos pelas escolas.

“Realmente o movimento é de última hora. A maioria das pessoas já têm como costume deixar para comprar às vésperas do início de aulas”, diz Nilo Sérgio Alves Júnior, gerente de uma papelaria localizada no Centro.

Na opinião dele, quem compra com antecedência sai ganhando. “Às vezes faltam alguns livros que são adotados em todo o Brasil e pode acabar o estoque da editora”, afirma.

Agendas e cadernos também podem faltar. “Principalmente cadernos da moda, com capas de personagens em evidência. Mochilas personalizadas também acabam esgotando e o fornecedor não tem para abastecer a pronta-entrega”, explica o gerente.

Alves Júnior garante que preço não é problema para quem compra às vésperas da volta às aulas. “O preço não aumenta muito. Os reajustes foram feitos com antecedência. Não está tendo reajuste no momento, mesmo porque as lojas estão procurando comprar de fornecedores que não estão reajustando preços”, enfatiza.

Na papelaria de Valmir Alcielli, que também fica no Centro, as vendas dobraram nos últimos dias. Foi necessário contratar mais dez funcionários para atender à demanda.

“Está bem mais movimentado. Todo mundo deixou para a última hora e todo ano é assim”, diz Alcielli.

Na opinião do comerciante, a principal desvantagem para o cliente é o atendimento. “Não dá para dar atenção adequada para todos”, expõe.

Salário

O pagamento é um dos principais motivos que atrasam a ida dos pais às papelarias. É o caso da dona de casa Aparecida Ferreira Luiz. “Meu marido só recebe no começo do mês. Ele recebeu ontem (anteontem), e eu vim hoje (ontem) comprar”, diz.

Para Aparecida, a principal desvantagem é a falta de tempo para pesquisar. Outro problema é a falta de mercadorias específicas. “Um filho é corintiano e outro é palmeirense. Eu quero levar um caderno para cada um, mas agora só tem do Palmeiras. O do Corinthians acabou”, reclama.

A dona de casa Lídia Furtado também deixou para comprar depois para aliviar os gastos de início de ano. “Eu estou comprando agora porque dá para começar a pagar só no mês que vem. Tem IPTU e outras contas no início do ano”, justifica.

Para Rita de Cássia Calzi, quem compra antes paga mais barato. “Quando a gente vai comprando devagar dá para procurar preço. Quando você deixa para a última hora, não dá tempo e acaba saindo mais caro”, afirma.

O agente penitenciário Laércio Antônio Ribeiro reclama da grande quantidade de pessoas nas lojas de materiais escolares. “Demora, fila, preço. Tem que pesquisar e andar bastante. As lojas estão muito lotadas e fica muita correria”, expõe.

Ainda assim, há quem não se incomode com a correria da última hora. É o caso de Maria José Cherubim Meleiro. “Eu acho que tem bastante oferta e a variedade está boa”, diz.