07 de julho de 2026
Entrelinhas

Entrelinha


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• Inabalável

A celeuma e a repercução negativa para os envolvidos nas denúncias da CEI das compras não tiram o sono do vereador Osvaldo Paquito (PPS), para quem foi pedida uma Comissão Processante (CP). Sem perder a fleuma, Paquito comentou ontem a situação: “Salve-se quem puder...” E admitiu que pensa na hipótese da renúncia.

• Outro estilo

De estilo bem diferente, o ex-presidente da Câmara, Walter Costa (PPS), revelou que não vai deixar barata a acusação feita contra ele pelo vereador José Santana (PV). No velho estilo de atirador, Walter sacou acusações de parcialidade e improbidade contra o colega. Ele pede que o relatório da CEI das compras seja considerado ilegal.

• No ataque

Para tanto, Walter Costa alega à Comissão de Justiça da Câmara que Santana foi, ao mesmo tempo, denunciante e acusador na CEI. O ex-presidente agrava seu pedido ao afirmar que o vereador verde o acusou de falta de decoro, mas praticou o mesmo ao usar carro oficial para ir a um casamento em Brasília.

• O troco

O ex-presidente também tenta dar o troco em Santana denunciando que seu filho retirou cheque pessoalmente da Câmara por prestação de serviço que a lei impede que seja realizada por vereador. Na contestação, Walter Costa dá os primeiros sinais de que também partirá para pedir a cassação de Santana.

• Tramitação

O pedido de formação de Comissão Processante (CP) contra Walter Costa, Roberto Bueno (PTB) e Osvaldo Paquito (PPS) não será votado na sessão da próxima segunda-feira. Primeiro os vereadores terão que aprovar o relatório final da CEI das compras. Em nova votação, na sessão seguinte, é que votarão sobre a formação ou não da CP.

• Estratégias

A crise na Câmara identifica, até este momento, pelo menos mais duas situações. A primeira é que Roberto Bueno mantém a estratégia de tentar explicar os fatos denunciados contra ele, enquanto que Walter Costa parte para a ofensiva. A segunda situação é que o PPS e o PTB ainda estão calados sobre os pedidos de Processante contra seus filiados.

• Sem invasão

O sindicalista Jesus Garcia, ligado à CUT, não concorda que o plenário da Câmara foi invadido pelos manifestantes durante o ato de distribuição de pizzas a vereadores. Ele conta que o presidente da Casa, Renato Purini (PV), suspendeu os trabalhos. “Ao suspender, nós entramos pacificamente no plenário. Não somos baderneiros”, garante.

• Marmelada

Por sinal, a CUT prepara mais uma manifestação para segunda-feira, dia em que será votado o relatório da CEI das compras. Depois de lavar as escadarias da Câmara e distribuir pizzas aos vereadores, os sindicalistas agora vão oferecer marmelada gratuitamente a populares que estiverem no local. “E da boa”, reforça Jesus Garcia.

• Ato pela paz

O PC do B realiza hoje uma reunião em sua sede (rua Gérson França, 6-66), a partir das 19h30, para discutir a organização de um ato contra o ataque ao Iraque, proposto pelos Estados Unidos, e pela paz. No domingo, vence o prazo dado pelos norte-americanos a Saddam Hussein para que este apresente as armas que os norte-americanos alegam que ele tem.