10 de julho de 2026
Geral

Calouros estão vivendo período de expectativa

Michelle Roxo
| Tempo de leitura: 2 min

Entre os calouros que chegaram à universidade ontem, o clima era de muita ansiedade e expectativa em relação a esta nova fase da vida. Grande parte deles veio de outras cidades do Estado e viajam horas para efetuar a matrícula. Quanto à recepção dos veteranos, o clima era de festa, e alguns dos novos universitários não escaparam do tradicional trote com tinta guache e corte de cabelo.

Foi o caso do calouro do curso de Física, Jefferson da Cruz, de 18 anos, morador de Ribeirão Pires. “Foi muito legal, o pessoal barbarizou o meu cabelo, me pintou inteiro. Eu espero que seja muito legal aqui, que tudo vá bem e que eu consiga completar o curso”, declara.

A preocupação mais corrente observada entre os novos universitários era em relação à moradia. Vagner Silva Montes, 19 anos, de São José dos Campos, foi aprovado no curso de Rádio e TV, viajou seis horas para realizar a matrícula e ainda não havia encontrado um lugar para morar. Visivelmente ansioso, Vagner demonstrava o quanto estava perdido com a nova realidade.

“Vim fazer a matrícula e encontrar um lugar para morar. Eu não conheço nada. É a primeira vez que eu vim para cá. Não sei nada de laboratório, não sei nada da cidade, não sei nada de coisa nenhuma”, desabafa.

O paulistano Luca Hermes Pucheddu, 20 anos, calouro de Psicologia afirma ter gostado muito do primeiro contato com a universidade. “Achei legal porque o pessoal é bem receptivo. Os veteranos começaram a dar várias dicas. A gente estava perdida e eles ajudaram bastante”, relata.

Em relação ao espaço físico da universidade, Luca, também diz estar satisfeito. “Gostei da universidade. Comparando com São Paulo, isso aqui é o paraíso”.

Para o também paulistano Juliano Domingues de Almeida, calouro de Jornalismo, a primeira impressão da Unesp e da cidade foi satisfatória. “Estou gostando muito da recepcão. Tanto da cidade, porque eu pensei que Bauru não tinha nada. É como se fosse um bairro nobre de São Paulo, só que melhorado. Da universidade eu não vi muita coisa ainda, mas o que eu vi até agora eu gostei”, completa

Juliano, que está saindo da casa da família, para cursar a faculdade de Jornalismo em Bauru, afirma que já encontrou uma república e está ansioso com esta nova experiência. “Eu acho que vou crescer e aprender muito como pessoa”, observa.

Além dos alunos, a ansiedade com o novo projeto de vida também estava estampada no rosto dos pais. Eliane Cristina Vieira, mãe da caloura de Física, Lucia Helena Vieira, de 19 anos, fez questão de trazer a filha pessoalmente de Rio Preto até Bauru. “Meu coração está feliz, mas apertado. Ela vai começar uma vida nova, sozinha, ela nunca saiu de perto dos pais. Mas eu estou incentivando porque é a vida dela, é o futuro dela”, afirma.