08 de julho de 2026
Geral

Dívida municipal deixa bairro sem luz

Luciana La Fortezza
| Tempo de leitura: 2 min

A inadimplência da Prefeitura de Bauru junto à Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL) é a responsável pelo apagão que tomou conta da quadra 4 da rua Carles Lindemberg, na Vila Aviação.

O problema foi confirmado pelo assessor técnico interino da administração municipal, João Lima. Segundo ele, existe um estudo da própria prefeitura constatando a necessidade de instalação de 20 postes no bairro.

“A dívida com a CPFL impede que o projeto seja executado. Assim que a Secretaria de Finanças conseguir refinanciá-la, os trabalhos serão reiniciados. Isso só não foi possível até agora porque a Contribuição para o Custeio do Serviço de Iluminação Pública (CIP) não foi aprovada pela Câmara”, informa.

Se o projeto que cria a taxa apresentado pelo prefeito Nilson Costa passasse pelo Legislativo, seriam cobrados até 5% sobre a conta mensal dos consumidores de energia elétrica, de forma escalonada. Com o recolhimento da contribuição, a dívida seria renegociada.

Enquanto a administração municipal não encontrar outra alternativa para resolver o impasse, a situação de precariedade vivenciada pelos moradores da Vila Aviação não será revertida.

De acordo com Valdir Mortari Júnior, que reside na rua Elisário Franco, continuação da rua Charles Lindemberg, a escuridão tornou-se uma questão de segurança pública.

“Ontem (anteontem) à noite, uma vizinha foi assaltada aqui. Como a rua está repleta de terrenos com mato alto, um homem armado pulou na frente do carro. Ela parou o veículo e teve a bolsa e o relógio roubados. O caso só não foi mais grave porque o homem ficou assustado com o trânsito de outro automóvel”, conta.

Segundo ele, a vítima poderia ter sido alvo até de um estupro. “Nessa quadra não existe ponto de luz. Já solicitamos à CPFL, em vão. É uma situação terrível, além de ser uma falta de consideração com o munícipe, que paga os encargos em dia”, desabafa.

Em contra partida, a administração municipal está devendo cerca de R$ 8 milhões à empresa de energia, que suspendeu a instalação de pontos de iluminação. O gerente de contas do poder público da CPFL, Marcos Mielo, informa que existem mais de 700 pedidos dessa natureza represados na empresa.

“Na semana passada, procuramos o secretário de Finanças, Raul Gomes Duarte Neto, para reiniciar uma negociação. Ele ficou de nos enviar uma proposta de renegociação em de 15 dias. Até lá, só atenderemos a pedidos de remoção de poste, desde que o pagamento seja à vista”, conclui.

O JC procurou o secretário de Finanças, mas ele não retornou a ligação.