08 de julho de 2026
Regional

Velório é marcado por comoção

Michelle Roxo
| Tempo de leitura: 2 min

Pirajuí - O velório da adolescente Marina Aparecida da Silva, 14 anos, realizado na capela do bairro Jardim Aclimação, foi marcado por um clima de forte comoção entre os parentes e amigos da vítima.

A avó, Carmen da Silva, que presenciou o assassinato, conta que a adolescente freqüentava quase todos os dias sua casa e que andava muito triste. “Ela falava que estava muito triste vivendo em casa. Ela falava que tinha desgosto de viver lá porque não podia sair para canto nenhum. Mas ela não contava nada porque ele jurava de morte ela e a mãe dela”, denuncia.

Segundo a tia da vítima, Irene da Silva, a família não sabia que os abusos estavam ocorrendo. “A família está arrasada. Não tem nem como explicar isso. Ninguém sabia disso, foi saber depois que a desgraça aconteceu”, afirma.

De acordo com a amiga Aline Camargo, há poucos dias a adolescente conversou com ela sobre o assunto. “Nós sentamos na mesa para conversar e eu perguntei para ela: por que você não denuncia ele? Ela falou que ela tinha medo dele fazer alguma coisa com ela e com a mãe dela, então ela ficava com ele obrigada. Mas a gente não acreditava que ele ia fazer isso com ela”. Segundo a amiga, a adolescente chegou a fugir para a casa dela três vezes, mas padrasto ia busca-lá. “Ele não deixava ela sossegada”.

Para o tio Antônio da Silva, houve omissão por parte das autoridades no caso. “Como ela já tinha falado no Conselho Tutelar sobre esse caso, eu acho que a polícia devia agir na hora em que ela fez a denúncia. Não teria acontecido essa tragédia. O que eu estou mais sentido é que no momento em que ela contou a verdade, que ela relatou os fatos, a Justiça devia ter fechado ele, não ter deixado ele solto, tendo esse tempo para planejar o crime”, desabafa.

A mãe da vítima, visivelmente abalada, não quis falar sobre o assunto.