O vereador Roberto Bueno (PTB), ex-vice-presidente da Câmara Municipal no biênio 2001/2002, negou ontem que seja o autor de um processo de compra em duplicidade de um módulo de computador, conforme consta no relatório da Comissão Especial de Inquérito (CEI) das compras, assinado por José Humberto Santana (PV).
O relatório deverá ser votado na sessão legislativa de segunda-feira. Antes, porém, os argumentos de Bueno negando sua relação com o caso vão ser lidos através de documento protocolado por ele na presidência do Poder Legislativo.
No relatório, o ex-vice-presidente é acusado de ser o responsável pelos processos de compras da Casa. O parlamentar diz que não há qualquer prova sobre essa afirmação.
Ele assume que na ausência do ex-presidente da Câmara, vereador Walter Costa (PPS), assumia interinamente o comando da instituição, conforme normas que regulamentam a situação.
Para o petebista, se tem alguém que participou da administração do Legislativo, na condição de primeiro secretário da Mesa Diretora, foi Santana.
O relatório alimenta que Bueno participou diretamente de um suposto pagamento em duplicidade na aquisição de um módulo de computador. O equipamento foi adquirido pela Casa juntamente com outros componentes de informática.
Segundo o relator, o aparelho não foi entregue no conjunto da compra, embora conste em nota fiscal emitida pela empresa. A pendência ficou em aberta, embora a empresa tenha recebido o pagamento completo da compra.
Durante uma das interinidades de Bueno na presidência da Câmara, ele assinou processo que autorizou a aquisição do mesmo módulo que faltou na primeira compra, cujo valor é de R$ 3.267,00.
O ex-vice-presidente confirma o fato, mas garante que desconhecia que o equipamento fez parte da lista de uma aquisição anterior e que não havia sido entregue.
Para Bueno, a documentação que será lida na sessão legislativa de segunda-feira mostra que, na ausência de Walter Costa na presidência da Câmara, ele assinou os procedimentos formais para a aquisição do aparelho, “devidamente realizado e entregueâ€.
“Se havia pendência anterior para a entrega de equipamento semelhante, a falha não tem nenhuma relação com este vereador. Se houve uma possível irregularidade anterior, ela ocorreu na entrega de um equipamento devidamente licitado. Portanto, atribuir a este vereador responsabilidade pela ocorrência de duplicidade de pagamento, é mera ilação do autor do relatório da CEIâ€, avalia.