08 de julho de 2026
Polícia

Dise acha droga em casinha de cachorro

Ieda Rodrigues
| Tempo de leitura: 2 min

A Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes (Dise) de Bauru apreendeu sete porções de cocaína ontem à tarde em Bauru. Os invólucros com a droga estavam presos, com fita crepe, embaixo do assoalho da casa de madeira do cachorro pertencente a L.R.P., 42 anos, (a polícia não divulgou nome completo), morador no Parque Vista Alegre.

O local usado para esconder a droga chamou a atenção dos policiais da Dise, ainda mais porque um cachorro vira-lata estava na casinha. O delegado Jáder Biazon, da Dise, conta que estava investigando L.R.P., que foi autuado em flagrante por tráfico, há cerca de um mês.

“Recebemos a informação de que um rapaz, que já cumpriu pena por tráfico, estava vendendo entorpecente em sua casa, no Parque Vista Alegre”, diz. A partir da denúncia, os policiais da Dise começaram a investigar o caso e observaram que L.R.P. costumava atender várias pessoas da janela de sua casa, que faz divisa com a rua, ou no portão, em atitude suspeita.

De acordo com o delegado, os policiais observaram que o acusado entregava e recebia alguma coisa. “Na observação, verificamos uma grande movimentação de veículos no local, inclusive de marcas mais luxuosas”, destaca Biazon.

Ontem à tarde, com autorização para busca, a equipe da Dise foi à casa de L.R.P. e o encontrou em companhia de uma outra pessoa. Biazon relata que o acusado negou que vendia entorpecente, mas durante a revista na casa, os policiais acabaram achando a droga escondida na casinha do cachorro.

O esconderijo é inusitado, ainda mais porque havia um cachorro na casinha, e só foi descoberto porque os policiais revistaram toda a residência, diz o delegado. “Havia uma porção maior, com etiqueta de R$ 100,00, uma média, na qual estava escrito R$ 50,00, e cinco menores, de R$ 20,00”, explica.

Os policiais apreenderam na casa R$ 360,00 e fita crepe semelhante à usada para afixar os invólucros no fundo da casinha do cachorro. L.R.P. foi autuado em flagrante por tráfico, crime cuja pena é de três a 15 anos de prisão, e recolhido em uma cadeia da região.