08 de julho de 2026
Geral

Simulação do Corpo de Bombeiros pára Calçadão

Sabrina Magalhães
| Tempo de leitura: 2 min

Uma simulação realizada pelo Corpo de Bombeiros para treinamento de seus soldados parou o cruzamento do Calçadão da Batista de Carvalho com a rua 13 de Maio ontem, em Bauru. O objetivo do exercício era resgatar uma vítima politraumatizada de uma marquise com aproximadamente cinco metros de altura.

O treinamento começou por volta das 10h com três viaturas dos bombeiros chegando ao local. As sirenes ligadas chamaram logo a atenção dos pedestres, que em poucos minutos já formavam uma platéia com centenas de pessoas.

Simultaneamente, policiais do trânsito interromperam o tráfego de veículos nas quadras 4 e 5 da rua 13 de Maio para garantir a segurança não só dos profissionais durante o resgate, como também dos pedestres que, curiosos, chegam a parar no meio da rua para ver o que está acontecendo.

De acordo com o tenente Osmar Amaro dos Santos, que comandou a atividade, o exercício faz parte do treinamento anual do Corpo de Bombeiros, complementando a instrução teórica dos soldados com uma atividade prática.

“Eles utilizam um procedimento operacional padrão que visa a alcançar a qualidade total na prestação de serviços. É um procedimento conjunto, você treina desde o estacionamento das viaturas, a colocação da escada, a utilização de tipos específicos de nós nas cordas, até o socorro ao paciente em si”, explica.

A simulação durou cerca de 40 minutos. Enquanto alguns bombeiros posicionavam a escada para subir na marquise, outros passavam o cordão de isolamento para manter a população afastada.

Do lado de cima, a “vítima” (um soldado da própria corporação) era socorrida com todo o trabalho de estabilização (coração, respiração, consciência, sangramentos) e imobilizada. Em seguida, foi colocada sobre um suporte e foi baixada até o chão com o auxílio de cordas e da escada.

Questionado sobre a demora do resgate, o sargento Divino Oscar Marques informa que, numa situação real, todo o procedimento é realizado com uma rapidez bem maior. Mas o fato de saber que é uma simulação já altera o perfil psicológico dos soldados.

“Além disso, é um treinamento com bombeiros mais novos, então nós vamos comentando cada ato deles, cada nó na corda, para destacar acertos e corrigir eventuais falhas”, ressalta.

“Além disso, o ideal, obviamente, é que o socorro seja prestado o mais rápido possível, mas observando-se a segurança e qualidade do atendimento. Antes de ser retirada, a vítima precisa ser devidamente imobilizada e estabilizada. Se você fizer a retirada de forma incorreta, pensando só no tempo, você pode acabar agravando uma lesão. Então, tudo é feito no menor tempo possível, mas sem pular nenhum procedimento padrão”, completa Santos.