09 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Conselho Municipal de Trânsito de Bauru


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Através do decreto n.º 6177, de 19 de setembro de 1991, constitui-se o Comitê Gestor para implementar e gerenciar o Proset - Programa de Segurança do Trânsito de Bauru. No artigo 1.º desse decreto, foram nomeadas 12 pessoas premunidas de conhecimentos específicos em matéria de trânsito.

Os representantes do “Proset ou Conselho” já elaboraram proposta para implementar nosso trânsito com ações para desenvolver na área de educação, da legislação junto com a Ciretran, da engenharia de tráfego e com o sistema de fiscalização. A proposta está pronta, só não foi executada, tendo em vista a mudança de governo, mas ela existe. Uma das propostas que estava sendo viabilizada era a criação da Delegacia Especializada em Acidentes de Trânsito que contava com apoio até do governo do Estado.

A lei está em vigor com os representantes já nomeados, porém se novos integrantes forem nomeados não venham apenas aparecer nas operações de emergência, que mais valem para atrair a mídia do que reduzir o número de acidentes de trânsito. Que suas ações sejam transparentes, voltadas para combater a violência com campanhas e programas alternativos. O Conselho é importante, mas que não seja instrumento de verrumas verbais ou que sicários tirem proveito político ou corporativista.

O Conselho em pleno funcionamento mostra que há duas visões incorretas sobre o trânsito. A primeira vê o trânsito como um problema apenas do governo, um problema do Detran ou Ciretran, da polícia ou do policial de trânsito. Visão errada. O trânsito é um problema sim do governo, mas da sociedade também. Tanto o Detran, Ciretrans, os pais, os jovens, os professores, alunos, empresários, associações de bairros, sindicatos, trabalhadores são responsáveis pelo trânsito.

A segunda visão incorreta sobre o trânsito é aquela que acha que nós somos apenas as vítimas do trânsito. Somos as vítimas da violência. Os outros é que desrespeitam as regras, danificam sinalização, sujam as ruas, esburacam as calçadas. Isto é apenas metade da verdade. No fundo, todos nós somos ao mesmo tempo agentes e vítimas. Respeitamos e desrespeitamos as leis. Somos atingidos pela violência, mas somos violentos também.

O trânsito depende tanto do governo quanto da sociedade. O papel do Conselho é importante, desde que seus integrantes sejam pessoas conscientes e vocacionadas e com conhecimentos sobre o tema trânsito em todas as suas dimensões. O trânsito só terá freio quando o condutor tiver sintonia da patuscada irrefreável que é nosso trânsito. A minha sugestão. “Conselho Municipal de Trânsito e Defesa da Vida”. (Francisco Macegoza - membro da Associação Brasileira de Educadores de Trânsito)