O vereador Toninho Garmes (PSDB) protocolou ontem no Ministério Público (MP) Federal denúncia sobre a ponte que liga o núcleo habitacional Mary Dota e o Distrito Industrial I, interditada desde 7 de janeiro deste ano.
Repetindo o que já havia feito para o Ministério Público do Estado e os Tribunais de Contas da União (TCU) e do Estado (TCE), o vereador pede a interferência do MPF porque a obra foi construída com recursos da União.
A representação foi encaminhada ao procurador André Libonati Jr. visando a instauração de procedimento investigatório para apurar responsabilidades que culminaram nos problemas estruturais da ponte, obrigando a administração a interditá-la.
O parlamentar explica que a obra fora concluída e inaugurada “a toque de caixaâ€, o que aconteceu na véspera da eleição municipal de outubro de 2000, que reelegeu Nilson Costa (PPS) à prefeitura.
O parlamentar tucano pede as providências legais que o fato informado requer, sob pena de ação judicial para a recomposição do patrimônio público, de declaração de improbidade e de declaração de responsabilidade de todos os envolvidos no danoso episódio da construção da ponte mencionada.
Na última quinta-feira, a Câmara Municipal realizou um audiência pública para discutir o problema da ponte. Além dos secretários municipais da administração, a Tofer Engenharia, responsável pela obra, também enviou representantes para debater o assunto.
A empresa e a prefeitura mantiveram sua posições, sem chegar a um consenso. A administração insiste na tese de que a construtora não respeitou o projeto de execução da ponte, fato que gerou as rachaduras nos pilares.
A Tofer defende-se argumentando que alertou a prefeitura de que o projeto proposta para a execução da obra era obsoleto e sua norma havia sido abolida.
O resultado negativo da audiência gerou a possibilidade de a Câmara Municipal instalar uma Comissão Especial de Inquérito (CEI) para investigar as reais circunstâncias que provocaram as rachaduras na obra.