09 de julho de 2026
Geral

Em Bauru, mães também reclamam de problema

Michelle Roxo
| Tempo de leitura: 2 min

Um grupo de mães do Jardim Manchester e Santa Terezinha, em Bauru, estão reclamando do transporte dos alunos do Ensino Fundamental. Segundo elas, seus filhos - alunos matriculados na escola estadual Francisco A. Brizola, no Núcleo Geisel - têm chegado com cerca de 1h de atraso nas aulas, no período da tarde.

Ivete Vieira, mãe de um dos estudantes, explica que o problema ocorre porque os alunos são levados em duas etapas, por ônibus diferentes. “O primeiro pega uma turma 12h15 e outra 1h20. Só que nossos filhos entram 1h na escola e estão perdendo as duas primeiras aulas todos os dias”, protesta.

Ivete afirma que o primeiro ônibus leva apenas cerca de 15 alunos, já que é priorizado o transporte dos estudantes que freqüentaram as aulas pela manhã, na escola estadual do bairro, e que estão retornando para casa. “O ônibus pega o pessoal que estuda de manhã aqui na escola Simões Neto para levar embora. Como não enche o ônibus, eles pegam alguns dos alunos do Brizola e levam.”

Segundo Ivete, os alunos têm perdido as duas primeiras aulas. “Nós entramos em contato com a direção da escola Brizola e eles disseram que nossos filhos estão ficando com falta”, reclama.

No retorno para casa, Ivete afirma que o problema se repete. “O primeiro ônibus chega quase 7h da noite e o segundo ônibus está chegando 8h”, relata.

Diante do problema de atraso, ontem, um grupo de dez mães do Jardim Manchester e Santa Terezinha, foram no ponto de ônibus, em frente a escola estadual Simões Neto e realizaram um protesto. “Nós exigimos que eles levassem nosso filhos mais cedo, porque a gente está tendo problema”, afirma Regina Paula Góes de Souza, mãe de dois estudantes que estão sendo prejudicados.

Elas reivindicaram que seus filhos fossem levados para a escola do Geisel, antes daqueles que estavam retornando para a casa, no Jardim Tangarás e Ferradura Mirim.

Ivete afirma que o motorita do ônibus atendeu o pedido das mães ontem. Hoje, um novo protesto está previsto em frente à escola, com o mesmo objetivo.

Ivete reclama também que os alunos foram transferidos para escolas muito distantes do bairro e que esse fato tem interferido para acentuar o problema de atrasos nas aulas.

A secretária municipal de Educação, Isabel Algodoal, afirma desconhecer esse problema específico, mas afirma que fevereiro é um mês de acomodação, já que é o período de início das aulas. Ela afirma que nesse período sempre é realizado um processo de reestruturação no transporte. “Durante todo o mês de fevereiro, a equipe aqui da secretaria fica debruçada em cima do transporte escolar, para estar adequando todas as linhas.”

Segundo Algodoal, os diretores de escola têm sido orientados sobre o assunto. “Os pais precisam ter paciência, porque com certeza até o final do mês isso vai se resolver.”