09 de julho de 2026
Pesca & Lazer

História de Pescador: Aventura em Panorama


| Tempo de leitura: 3 min

“Bem, o que vou agora contar aconteceu comigo em junho de 2002, no Dia de São Pedro, na cidade de Panorama, quando de uma excursão programada pelo Sesc-Bauru para 120 integrantes do Grupo da terceira idade (três ônibus lotados), que todos os anos vão a Panorama e ficam hospedados no “Hotel Paranoá” de propriedade do bauruense Milton Ingrácia, irmão do Guaraci Ingrácia para festejar o Dia de São Pedro, padroeiro da cidade de Panorama.

Saímos de Bauru às 7h30 do dia 28 e lá chegamos para o almoço e permanecemos no hotel até o dia 30, quando então retornaríamos a Bauru depois de muito nos divertirmos na piscina aquecida, sauna, sala de jogos, pesqueiro e até no trenzinho e barco do Hotel Paranoá.

Mas vamos aos fatos propriamente ditos. Após o almoço de sábado, estava eu jogando tranca na sala de jogos com mais três amigos, eis que chega minha esposa e toda alegre me pergunta: “adivinha quem está hospedada no hotel?” Depois de muitas tentativas sem acertos, ela me disse que estava almoçando no hotel toda a equipe do “Terra da Gente”, inclusive a Maraísa Ribeiro, da qual sou fã número 1.

Não acreditando ainda, deixei minha esposa jogando em meu lugar e fui até o restaurante e realmente constatei a veracidade do fato e, sem conter-me, dirigi-me até a mesa onde estava a equipe, apresentei-me como pescador amador e como habitual telespectador do programa.

Maraísa disse estar filmando as belezas do rio Paraná represado em Panorama e formando uma lagoa muito extensa naquela região e que na parte da tarde os pescadores da localidade iriam soltar na lagoa cerca de 30 mil alevinos para povoar novamente o rio, que por causa das obras das usinas não mais conseguiam subir o rio para a desova.

Maraísa, vendo o meu entusiasmo, convidou-me para participar de uma pescaria à tarde. Aí, partimos até a nova ponte que está sendo construída naquela região e entre os muitos peixes que pescamos (eu, a Maraísa e o Cido) e devolvemos ao rio, acabei, depois de várias tentativas para tirar do rio (no que tive a providencial ajuda da Maraísa, exímia pescadora), um belo pintado de 8,5kg e que pedi para não devolver ao rio, pelo seu porte e porque gostaria que fosse feito no almoço de domingo, no hotel.

Depois de muito relutar, pois a Maraísa só pesca esportivamente, ela acabou concordando e trouxemos para o hotel aquele magnífico troféu. Muitas pessoas da excursão não acreditavam na minha história, pois o meu equipamento não era adequado para aquele tamanho de peixe.

Tiramos fotos no hotel, pois na correria em participar da pescaria, esqueci de levar a minha máquina fotográfica. A emoção maior foi estar pescando ao lado de Maraísa Ribeiro e de sua equipe. Despedimo-nos no domingo e voltamos para Bauru alegres e satisfeitos pela aventura inesperada.

Quem não acreditar nessa história pode perguntar para a minha esposa, Ana Maria ou então para a Lúcia, assistente social do Sesc, que presenciou parte dessa aventura e ambas não têm motivos para mentir.”

(Ubaldo Benjamin é pescador nos dias úteis da semana, pois nos finais de semana os rios ficam muito cheios de pessoas desocupadas)