09 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

À Câmara Municipal de Bauru


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Prezado senhor: Peço licença à V.Ex.ª, aos membros dessa augusta Casa de Leis e ao povo de Bauru para apresentar meu manifesto sobre o que venho observando na apuração dos fatos, pelas CEIs, e colaborar, se possível, de se evitar julgamentos e condenações intempestivas, como se segue: Com zelo, venho acompanhando os trabalhos desenvolvidos pelos representantes do povo, no que se refere às CEIs das compras etc., envolvendo vereadores e nossa Casa de Leis. Também observo que no interregno entre uma e outra sessão, novas ocorrências vêm à tona, porém, sem constatarem a veracidade das causas delituosas dos supostos culpados. As discussões são acaloradas entre os vereadores e chegam a quebrar a harmonia do Poder Legislativo, se é que algum dia a houve. Acusam-se reciprocamente, e pelo que observo nenhum membro daquela Casa ficará ileso de ser atingido pelo lamaçal da infâmia, em podendo levar a todos à perda de seus mandatos eletivos. Mas, como a condenação e a cassação dos seus mandatos, se tudo não passa de conjeturas, intrigas e incertezas? Está tudo tão emaranhado no processo das CEIs que toda a Edilidade está submetida a um enorme desgaste emocional, moral e psicológico, com o agravo humilhante e constrangedor! Dia 17 p.p. compareci ao local das sabatinas e com muita tristeza ouvi e assisti a alguns dos envolvidos nesse melancólico e infausto drama debaterem-se como podiam para provar sua inocência. Pareciam-me como peixes fisgados ou surpreendidos nas redes dos pescadores, debatem-se com angústia, para escapar da incômoda, humilhante, dolorosa e constrangedora situação. Quando, lá pelas 18h daquele dia, um dos envolvidos fez o uso da palavra, na tribuna, em fazendo sua própria defesa, apresentou um relato até comovente. Mencionou, sem apontar nomes, alguns membros daquela Casa como pedófilos, anômalos e contrabandistas. Na minha opinião, como a apuração dos reais fatos tornou-se uma verdadeira “babilônia”, e para que não façam injustiças, proponho, se me é dado esse direito, que as penalidades que pretendem impor aos supostos culpados, como a cassação de seus mandatos, sejam comutadas pelo perdão. E, em seguida, se proceda ao arquivamento, em separado, de todos os processos das respectivas CEIs e análogas. É claro. Os casos novos e de reincidência devem ser encaminhados ao Ministério Público, que será implacável nos seus julgamentos. O Poder Legislativo, na minha concepção, será coroado de louvores pela Justiça Divina por ter dado essa rara oportunidade de perdão aos envolvidos, visto que eles já foram mais do que punidos pelos seus sofrimentos e o de suas famílias. É o que tenho a dizer. Muito obrigado. (Diorindo Lopes - oficial de Administração aposentado da RFFSA)