07 de julho de 2026
Saúde

Dislipidemia é só um fator de risco

Sabrina Magalhães
| Tempo de leitura: 3 min

A elevação do colesterol e triglicérides (dislipidemia) no sangue representam apenas um dentre uma dezena de outros fatores de risco para o aparecimento de doenças cardiovasculares. Outras situações ameaçadoras são a hereditariedade, sedentarismo, diabetes, hipertensão, obesidade, tabagismo, estresse e, para as mulheres, o uso de pílulas anticoncepcionais.

Neste sentido, pessoas que têm casos de dislipidemia em parentes de primeiro grau (pai, mãe, irmãos) ou de doenças cardiovasculares em parentes de primeiro e segundo graus (avós) devem fazer um controle mais rigoroso dos níveis de gordura. Recomenda-se que a realização de exames laboratoriais comece ainda na infância ou adolescência.

O sedentarismo é considerado outro fator de risco porque causa um desequilíbrio entre ingestão e queima de calorias. E a ciência mostra que as calorias excedentes transformam-se em gordura e ficam armazenadas no organismo. Gordura armazenada é sinônimo de perigo.

O diabetes é uma doença auto-imune em que existe um mal funcionamento do pâncreas. Pois é justamente neste órgão que são produzidas as lipases - substâncias responsáveis pela neutralização de parte da gordura durante a digestão.

A causa do diabetes é a deficiência de insulina, o que dificulta o metabolismo dos açúcares. Então, são dois problemas: o açúcar excedente transforma-se em gordura; e um pâncreas debilitado pode falhar na produção das lipases também. Segundo os médicos, é comum um paciente diabético apresentar altos níveis, principalmente, de triglicérides.

A hipertensão é um distúrbio de circulação sangüínea em o sangue encontra dificuldade para atravessar veias e artérias. Então, ele tem que fazer mais pressão para seguir seu trajeto. Essa dificuldade acontece porque as artérias se estreitam ou porque suas paredes se tornam rígidas (como ocorre no caso da arteriosclerose). Só que artérias estreitas facilitam a coagulação sangüínea, o que aumenta o risco cardíaco.

A obesidade é considerada um fator de risco porque significa excesso de gordura no organismo. Geralmente, esse excesso está depositado sob a pele, mas nada impede que essa gordura migre para os vasos sangüíneos. E gordura é sinônimo de perigo ao coração.

O tabagismo é um fator de risco à saúde por inúmeras razões. Cada cigarro contém mais de 4,7 mil substâncias tóxicas, muitas delas com propriedades cancerígenas. A fumaça inalada pode afetar todos os órgãos do corpo e o coração é um dos mais ameaçados.

Outro fator preocupante é o estresse, que acelera todo o metabolismo, exigindo uma quantidade bem maior de oxigênio e energia. Essa exigência obriga o coração a pulsar mais rápido, fazendo o sangue correr mais rápido e assim por diante. Numa sobrecarga, o organismo pode entrar em pane.

Para as mulheres, além de todos estes fatores, o uso de pílulas anticoncepcionais também aumenta o risco de problemas cardiovasculares. São hormônios que alteram o funcionamento orgânico e, a longo prazo, podem agredir o coração.

Portanto, o ser humano está cercado de situações que ameaçam sua saúde o tempo todo. Um fator de risco significa problemas para o coração. Dois fatores, problema em dobro. Se forem oito fatores juntos, a ocorrência de um infarto ou um derrame torna-se iminente.

O ideal é manter-se afastado de tudo isso o tempo todo, mas como nem sempre é possível, deve-se, pelo menos, tentar restringir a influência deles no dia-a-dia.