08 de julho de 2026
Bairros

Sambódromo é esperança para 2004

Thaís da Silveira
| Tempo de leitura: 3 min

Os dois anos consecutivos sem desfile de Carnaval no Sambódromo não mataram as esperanças de que a festa volte a ser realizada em 2004, como esperam carnavalescos e foliões.

Desde já, representantes de escolas de samba da cidade estão cobrando da Prefeitura de Bauru reuniões para que se inicie logo a discussão do Carnaval do próximo ano.

Na opinião de Pascoal Storniolo, presidente da Acadêmicos da Cartola, o Carnaval deve ser pensado e organizado com muita antecedência.

“Se não houver uma mobilização agora dificilmente vai ter Carnaval no próximo ano. Agora é hora de pensar nisso”, enfatiza.

Outro aspecto que ele destaca é a importância de que as próprias escolas de samba de Bauru desenvolvam estrutura própria para reduzir a dependência em relação à administração municipal.

“A gente espera que as outras escolas também se estruturem e procurem levantar verba para fazer o Carnaval do ano que vem. Não adianta ficar só pensando em Prefeitura. Hoje, a realidade é outra”, diz Storniolo.

Francisco Saes não esconde a vontade de voltar a levar a escola que preside - a Tradição do Mary Dota - ao Sambódromo. “Nós queremos que tenha o Carnaval, mas o que a gente gostaria mesmo é de sair no Sambódromo, que é a nossa casa, o lugar que foi feito para o Carnaval”, destaca.

Segundo Saes, as escolas de samba de Bauru ainda têm muita dificuldade para arrecadar recursos por conta própria.

“Esperamos que haja entendimento e que a gente faça o nosso carnaval. Nós respeitamos que a cidade esteja com buracos e com dificuldades, mas o carnaval é a maior festa popular do Brasil e está sendo esquecida”, ressalta o presidente da Tradição.

Lesec

A urgência para o início das discussões sobre o Carnaval de 2004 também é apontada por Aparecida Brito Caleda, presidente da Azulão do Morro, para que a festa seja realizada no ano que vem.

“Espero que o pessoal da Liga (Lesec) comece a discutir o Carnaval de 2004 e pôr alguma coisa em prática. Tem de ser já porque, se deixar para depois, não vai ter Carnaval nem no ano que vem, nem nunca mais”, diz Aparecida.

Para que tudo ocorra bem, ela cobra da Liga das Escolas de Samba e Entidades Carnavalescas de Bauru (Lesec) mais organização.

Benedito Gomes, mais conhecido por “Tião Brinquinho”, vice-presidente da recém-criada escola de samba Amigos da Fiel, faz críticas semelhantes.

“Precisa de uma boa mexida no pessoal que está organizando o Carnaval em Bauru”, afirma. “Eu não sei se a Liga ajuda ou não ajuda. Eu não vejo resultados e acho que as escolas devem se unir mais”, acrescenta Gomes.

A Amigos da Fiel e a Azulão do Morro não fazem parte da Lesec.

O presidente da Lesec e da Coroa Imperial, Avelino de Souza, quer que os desfiles de 2004 sejam realizados sob responsabilidade da Liga.

“A gente espera que, para 2004, nós possamos ir ao Sambódromo e fazer um excelente Carnaval”, diz.

Souza explica que a prefeitura entraria com a infra-estrutura e a Lesec ficaria encarregada de buscar parcerias junto à iniciativa privada.